Um departamento municipal no ultramar francês: o cosmopolitismo de José Arthur Giannotti

Lidiane Soares Rodrigues

Resumo


Ao recuperar uma das numerosas tramas do intercâmbio estabelecido entre a França e o Brasil, este artigo propõe uma análise das relações de dominação simbólica no plano internacional, tendo como eixo a Filosofia, enquanto disciplina universitária.  A exposição caracteriza o espaço de circulação internacional dos filósofos paulistas entre as décadas de 1930 e 1970, tendo em vista os seguintes agentes e instituições: de um lado, Gilles-Gaston Granger e a Faculdade de Letras da Universidade de Rennes; do outro, João Cruz Costa e os alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL-USP), por ele selecionados para ir à França. Em seguida, contrasta a posição da Filosofia no conjunto das disciplinas dos dois pólos desse circuito, com o objetivo de caracterizar algumas tensões da colaboração estabelecida entre ambos. Propondo uma verticalização analítica, dedica-se ao estágio acadêmico de José Arthur Giannotti, realizado entre 1956 e 1958. O caso é pródigo para a investigação das assimetrias globais no plano da cultura acadêmica. Se a esfera econômica e a política são determinantes evidentes das diferenças entre os países em escala global, o mesmo pode ser verificado no plano da cultura e da ciência. Contudo, ela adquire delimitação específica conforme às práticas da produção simbólica.  


Palavras-chave


Circulação internacional de bens simbólicos, Sociologia da Cultura e dos Intelectuais, Filosofia no Brasil e na França

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cra.v18i1-2.56587

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