O museu, o índio e a musealização do objeto

Josué Carvalho

Resumo


A proposta desse artigo nasce com intuito de saber mais sobre a descoberta dos museus pelo índio e sua participação como agente ativo no processo de musealização de sua cultura tradicional, material e imaterial. No percurso do estudo visa-se identificar e discorrer sobre os caminhos para formação de uma coleção: o quê e como é musealizável na perspectiva de índios kaingang da Terra Indígena Nonoai, situada no município de Nonoai, Rio Grande do Sul (RS). Para tanto, o estudo aborda as concepções indígenas de museu e de exposições como forma de narrativas e o quê do grupo é passível de musealização. O desafio metodológico que se coloca recai sobre o “pesquisador indígena”, responsável pelo projeto em pauta, ao pesquisar sua própria cultura e o museu como local de memórias, artefatos e objetos. A contribuição da pesquisa volta-se à constituição de museu como espaço de participação e autonarrativas com a perspectiva de como a musealização com o “outro” traz para o campo da museologia no presente. 


Palavras-chave


Museologia; Saber tradicional; Kaingang; Coleção; Expografia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/campos.v16i2.48273

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