Imaginar a cidade, viver a cidade: reflexões sobre uma política pública urbana “em processo” e o problema da participação social

Francisco Pereira Neto

Resumo


Este texto busca refletir sobre o desenvolvimento de um projeto de intervenção que traz como questão central o problema da participação de grupos das periferias urbanas nas ações públicas de constituição do espaço habitado em cidades brasileiras. O objetivo é pensar a partir das ações de agentes públicos no âmbito de um Trabalho Técnico Socioambiental (TSA). Esses agentes são responsáveis
por projetos de intervenção no espaço urbano onde há a exigência legal de implantação de processos participativos para o acompanhamento dos trabalhos. Pretendemos mostrar que as relações de poder inerentes às ações de gestão da cidade são fortemente influenciadas pela forma como a cidade e seus territórios são imaginados e reconhecidos como espaço de intervenção. A intenção é entender
a lógica de constituição destas ações e sua capacidade de dialogar com as perspectivas da população envolvida sobre suas próprias condições de habitação na cidade.


Palavras-chave


Antropologia Urbana, políticas públicas, participação, cultura, periferia urbana

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cra.v17i2.44859

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