Desiguais e combinados: índios e brancos no vale do Rio Tibagi – PR na primeira metade do século XX

Eder da Silva Novak, Lucio Tadeu Mota

Resumo


Este artigo demonstra e analisa o processo de desterritorialização das áreas indígenas na bacia hidrográfica do rio Tibagi no Paraná. Enfatiza-se as primeiras demarcações de terras para grupos indígenas no início do século XX e as reduções destes territórios, culminadas em 1949. Atualmente são cinco Terras Indígenas no rio Tibagi: Apucaraninha, São Jerônimo, Barão de Antonina, Mococa e Queimadas, onde vivem em torno de 3.500 índios, a maioria da etnia Kaingang, mas há também Guarani, Xocleng e Xetá. Historicamente estes grupos indígenas travaram inúmeras batalhas para a defesa dos seus territórios, entrecruzando suas estratégias políticas frente à política indigenista oficial. Sendo sujeitos de sua própria história, souberam agir dentro de diferentes contextos históricos, mantendo-se enquanto populações diferenciadas e permanecendo donos de uma parte dos territórios outrora ocupados.


Palavras-chave


Relações sócioculturais; Populações Indígenas; Rio Tibagi; Fronteiras e populações; Política Indigenista.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/campos.v14i1/2.42471

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