Catastrophe: Magic and History in Rural Madagascar

David Graeber

Resumo



O ensaio trata do início de meu trabalho de campo, em 1990, em uma comunidade rural malgaxe, localizada
a uma hora por carro da capital Antananarivo. A comunidade estava, naquela época, tomada por uma intensa
guerra simbólica entre andriana descendentes do que se pode chamar clã nobre e mainty, descendentes
dos ex-escravos daqueles. A luta ganhou ainda mais significado quando percebi que o estado malgaxe tinha,
por vários interesses e propósitos, se retirado de comunidades rurais como aquela, mas membros delas
estavam engajados em um jogo sutil de apropriação da representação do que era visto como um poder estatal
predatório e coercitivo, de modo a defender-se dele, um hábito que tornou muito difícil de perceber o fato de
que comunidades rurais estavam efetivamente se auto governando.


Abstract


The essay recounts the beginning of my fieldwork in a Malagasy rural community an hours drive from the
capital of Antananarivo in 1990. The community itself was, at the time I arrived, locked in a kind of intense
symbolic warfare between andriana descended from what might be called a noble clan and mainty, the
descendants of their former slaves. The struggle took on all the more significance when I came to understand
that the Malagasy state had, for most intents and purposes, effectively withdrawn from such rural communities,
but that members of those communities were engaged in a subtle game of appropriation of the representatives
of what was seen as a predatory and coercive state power so as to fend it off, a habit that made the fact that
rural communities were now effectively self-governing very difficult to perceive.


Palavras-chave


Madagascar; estado; comunidades rurais; conflito; state; rural communities; conflict

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cam.v5i1.1633

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