Cultura e Agência – o engajamento no Orçamento Participativo

Arlei Sander Damo

Resumo


Este artigo é resultado de uma pesquisa etnográfica realizada junto ao Orçamento Participativo (OP) de Porto Alegre. São privilegiados os itinerários de conselheiros(as) de uma das dezessete regiões nas quais o OP está subdividido, procurando-se investigar as razões pelas quais eles se engajaram nesta modalidade de ação política e a ordenação de suas experiências ao longo dela. O objetivo mais amplo está voltado para a compreensão do significado da participação na política, razão pela qual são privilegiados os pontos de vista dos(as) conselheiros(as), lideranças locais com reconhecida atuação no OP. Pergunta-se pelas condições de possibilidade de aquisição de “agência”, enquanto uma modalidade de ação na qual o sujeito tem em vista um projeto e busca empreendê-lo por meio de estratégias que estão ao seu alcance. A questão de fundo é, precisamente, o processo, objetivo e subjetivo, de constituição de agência e de reputação dos conselheiros no OP.


Palavras-chave


cultura; política; agência; democracia; Orçamento Participativo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cam.v9i1.13867

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