Meios digitais, informação e imagem

a invisibilidade e alteridade na Modernidade Tardia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/atoz.v15.97509

Palavras-chave:

Meios Digitais, Imagem, Invisibilidade, Alteridade

Resumo

Introdução: Esse artigo pretende observar, de maneira teórica e exploratória, a invisibilidade causada pela produção excessiva de informações, principalmente das imagens. Observa também, como a imagem, reproduzida tecnicamente, principalmente pelos meios digitais, acaba por criar um ciclo de invisibilidades. Concomitantemente a esse ciclo de invisibilidades, a reprodução técnica tem produzido nas relações sociais um processo narcísico, que leva o humano a cultuar as próprias ideias, enfraquecendo as relações interpessoais. Sendo assim, a produção excessiva de imagens nos meios digitais na “Modernidade Tardia” mostra-se problemática, devido à invisibilidade que promove, ampliando o individualismo e enfraquecendo a alteridade. Método: Tomando essas reflexões, para a observação do efeito da invisibilidade causada pela informação e pela imagem, além do enfraquecimento da alteridade, influenciada pelo culto da imagem, pretende-se utilizar o método arqueológico de Michel Foucault, alicerçado na revisão de Giorgio Agamben, para revelar os paradigmas e as assinaturas que compõem o discurso humano de uma determinada época. Resultados: como resultados pretende-se apresentar uma reflexão sobre a relação da produção da imagem, do enfraquecimento da alteridade e do individualismo na Modernidade Tardia. Conclusão: Portanto, ao se auto cultuar nas redes sociais, ampliando excessivamente a produção da imagem, principalmente nos meios digitais, o sujeito produz um desligamento com o outro, criando uma fragilização das relações sociais, um enfraquecimento da alteridade e um aumento do individualismo, em um movimento narcisista de valorização do eu.

Biografia do Autor

Patricio Dugnani, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Professor e tutor de pesquisa do Centro de Comunicação e Letras - CCL da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutor em Comunicação e Semiótica PUC/SP. Mestre em Comunicação e Semiótica PUC/SP. Bacharel em Artes Plásticas pela Unesp. Professor nas áreas de Comunicação e Artes da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professor de Artes do Colégio Giordano Bruno. Pesquisador dos grupos de pesquisa Linguagens e Narrativas Interculturais (CNPQ) e Linguagem, Sociedade e Identidade: estudos sobre a mídia - LISEM - (CNPQ), da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisador e Autor de livros, capítulos, artigos científicos com os seguintes temas: Comunicação, Meios de Comunicação, Artes, Semiótica, Cultura, Interculturalidade, Pós-modernidade, Hipermodernidade, Globalização, Barroco, Azulejaria. Livros publicados: A Herança Simbólica na Azulejaria Barroca (2012), O Livro dos Labirintos (2004). Autor e Ilustrador de livros infantis com os seguintes títulos: Ovelhas e Lobos (2002), Beleléu (2003/ PNLD 2004), O Seu Lugar (2005/ PNLD 2006), Um Mundo Melhor (2006), Beleléu e os Números (2009), Beleléu e as Cores (2010), Beleléu e as Formas (2011), Beleléu e as Palavras (2014), O que é Preciso para voar (2020).

Referências

Adorno, T., & Horkheimer, M. (2000). Indústria cultural: O iluminismo como mistificação das Massas. In L. C. Lima. Teorias da cultura de massa. Paz & Terra.

Agamben, G. (2019). Signatura rerum. Boitempo.

Aumont, J. (1993). A imagem. Papirus.

Baitello, N. (2015). (A massa sem corpo), (o corpo sem massa), (a massa sem massa), (o corpo sem corpo). As redes sociais como ambientes de ausência (e fundamentalismos). In M. I. V. de Lopes, & M. M. K. Kunsch (Orgs.), Comunicação, cultura e mídias sociais (pp. 17-22). USP.

Baitello, N. (2014). A era da iconofagia. Hacker.

Baitello, N. (2007, junho). Para que servem as imagens mediáticas? Os ambientes culturais da comunicação, as motivações da iconomania, a cultura da visualidade e suas funções. In XVI Encontro da Compós, na UTP. https://www.cisc.org.br/portal/index.php/en/biblioteca/finish/7-baitello-junior-norval/11-para-que-servem-as-imagens-mediaticas-os-ambientes-culturais-da-comunicacao-as-motivacoes-da-iconomania-a-cultura-da-visualidade-e-suas-fun

Bauman, Z. (2008). Vida para consumo. Zahar.

Benjamin, W. (2000). A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: L. C. Lima, (Org.). Teoria da cultura de massa. Paz & Terra.

Bittencourt, R. N. (2011). Apareço, logo existo. Filosofia, 5(57). Escala.

Brito, F. W. C., & Freitas, A. A. F. F. (2019). A influência das mídias sociais no comportamento do consumidor no consumo de viagens. PASOS: Revista de Turismo y Patrimonio Cultural, 17(1), 113-128. https://www.redalyc.org/journal/881/88165929008/html/

Coelho Netto, J. T. (2012). Semiótica, informação e comunicação. Perspectiva.

Cotrim, L. (1984). Poemas. Braisliense.

Dugnani, P. (2021). A imagem imita a vida, e a vida quer imitar a imagem. Mediaciones sociales, 20, e74213. https://doi.org/10.5209/meso.74213

Dugnani, P. (2020a). Hipermodernidade e a desaceleração do ritmo de vida provocada pela pandemia de Covid-19. Revista Comunicação & Inovação, 21(47). https://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_comunicacao_inovacao/article/view/7117/3190

Dugnani, P. (2020b). Meios de comunicação e o sujeito ensimesmado: O individualismo, a visibilidade e a falência da alteridade. Revista Comunicação Midiática, 15(1), 37-47. https://www2.faac.unesp.br/comunicacaomidiatica/index.php/CM/article/view/434/407

Foucault, M. (1990). As palavras e as coisas. Martins Fontes.

Hall, S. (2004). A identidade cultural na pós-modernidade. P&A.

Han, B.-C. (2015). Sociedade do cansaço. Vozes.

Heilmair, A. F., & Baitello, N. (2019). A imagem como outro do corpo: considerações acerca da antropologia da imagem em Hans Belting e Dietmar Kamper. Matrizes, 13(3). http://www.periodicos.usp.br/matrizes/article/view/151708/158517

Machado, A. (2001). O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. Rios Ambiciosos.

McLuhan, M. (2016). Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo.

Monitchele, M. (2024, 04 de junho). Estudos revelam o assustador impacto da tecnologia nas relações sociais Isolamento e falta de contato físico: um fenômeno acelerado pela pandemia das redes sociais. Revista Veja. https://veja.abril.com.br/comportamento/estudos-revelam-a-dimensao-do-isolamento-social-estimulado-pela-tecnologia/.

Morin, E. (1970). O cinema ou o homem imaginário: ensaio de antropologia. Moraes.

Rosa, H. (2022). Aceleração e alienação. Vozes.

Rosa. H. (2019). Aceleração: A transformação das estruturas temporais na modernidade. Unesp.

Sontag, S. (2004). Sobre fotografia. Companhia das letras. São Paulo.

Tyrell, L. (2021). Os principais perigos no compartilhamento de fotos em redes sociais. Olhar Digital. https://olhardigital.com.br/2021/06/30/colunistas/os-principais-perigos-no-compartilhamento-de-fotos-em-redes-sociais/

Downloads

Publicado

2026-09-17

Como Citar

Dugnani, P. (2026). Meios digitais, informação e imagem: a invisibilidade e alteridade na Modernidade Tardia. AtoZ: Novas práticas Em informação E Conhecimento, 15. https://doi.org/10.5380/atoz.v15.97509

Edição

Seção

Artigos