Panorama morfoestratigráfico do vale do Ribeirão Datas – MG: Depósitos tecnogênicos na Serra do Espinhaço Meridional?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/qeg.v17i1.103389

Palavras-chave:

geomorfologia fluvial, evolução da paisagem, arquivos fluviais

Resumo

Este trabalho investiga a possível influência de atividades antrópicas na geração de depósitos sedimentares e na configuração do vale do Ribeirão Datas, na Serra do Espinhaço Meridional (SdEM). Embora a região da SdEM tenha sido alvo de diversas pesquisas sobre arquivos fluviais, há carência de investigações que foquem em depósitos tecnogênicos, tendo em vista um ambiente historicamente ocupado por diversas atividades antrópicas, principalmente o garimpo. A partir de dados obtidos diretamente em campo, foi feita a caracterização de depósitos aluviais e outras acumulações superficiais observadas ao longo do vale. Além da descrição estratigráfica dos depósitos e da observação do seu contexto, foi elaborada uma proposta de interpretação estratigráfica com base em modelos de fácies e elementos arquiteturais clássicos, bem como no exposto em trabalhos dedicados ao estudo de depósitos tecnogênicos, sobretudo àqueles associados a ambientes fluviais. A interpretação morfoestratigráfica sugere que a ação antrópica (direta e/ou indireta) foi capaz de reconfigurar o vale, gerando depósitos peculiares. Estes apontam para uma dinâmica de forte agradação, com superposição de ambientes marginais por ambientes de leito ou, pelo menos, com descontinuidade de um processo de acumulação granodecrescente, sendo ambas as situações marcadas por discordâncias deposicionais. Nesse sentido, acredita-se que, em diversos trechos, os depósitos encontrados na planície de inundação do Ribeirão Datas apresentam origem tecnogênica, associada, fundamentalmente, à atividade garimpeira histórica e moderna.

Biografia do Autor

Alessandra de Abreu Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduação em Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade Estadual do Maranhão - Campus Caxias (2021) com ênfase em Cartografia, Geoprocessamento e temas voltados a Geografia Física e foi monitora na disciplina Cartografia (2019.2), mestre em Geografia na Universidade Federal de Minas Gerais (2024), trabalhando com pesquisas voltadas para Geomorfologia Fluvial e Antropoceno e membro do grupo de pesquisa RIVUS - Geomorfologia e Recursos Hídricos. Atualmente trabalha no setor privado como Analista Ambiental, com ênfase em Geotecnia e Recurso Hídrico. 

Luiz Fernando de Paula Barros, Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais

Tem experiência em Geociências, com ênfase em Geomorfologia. Trabalhou com processos e registros da dinâmica fluvial quaternária, datações por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), morfometria de sistemas fluviais, bem como com processos de erosão acelerada e pressões humanas sobre os recursos hídricos. É bacharel (2009), mestre (2011) e doutor (2015) em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi Analista de Infraestrutura na Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) do Ministério da Integração Nacional (MI) e no Ministério do Planejamento (MPOG), trabalhando com o tema gestão de riscos e respostas a desastres. Atualmente, é Professor Adjunto do Departamento de Geografia da UFMG, área "Geografia Física: geomorfologia e meio ambiente".

Antônio Pereira Magalhães Junior, Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais

Professor Titular do Departamento de Geografia da UFMG com foco nas áreas de hidrogeomorfologia e gestão de recursos/sistemas hídricos continentais. Bolsista CNPq nível 1. Coordenador do grupo de pesquisa RIVUS - Geomorfologia e Recursos Hídricos (CNPq) e membro do Laboratório de Geomorfologia e Recursos Hídricos. Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, mestrado em Geografia e Análise Ambiental pela UFMG, doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília, com estágio na Ecole Nationale des Ponts et Chaussées (Paris). Também possui Pós-doutorado no Departamento de Geografia da Universitat Autònoma de Barcelona. Já foi coordenador do curso de graduação e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFMG. Foi membro, por 2 mandatos da Câmara de Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG. Foi bolsista de produtividade em pesquisa da FAPEMIG por diversos anos. É Coordenador do Comitê Assessor de Ciências Exatas e da Terra da Pró-Reitoria de Pesquisa da UFMG. Atua, há mais de 30 anos, nos temas de hidrogeomorfologia e gestão de recursos hídricos. Neste sentido, coordena núcleos do grupo RIVUS voltados, dentre outros, a pesquisas de geomorfologia fluvial, nascentes, áreas úmidas (wetlands) e proteção de sistemas hidrogeomorfológicos e recursos hídricos.

Alex de Carvalho, Instituto Federal de Minas Gerais Campus Ouro Preto

Graduado em Geografia pela UFMG e mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia e Análise Ambiental da UFMG. Professor EBTT em exercício no IFMG Campus Ouro Preto, atuando no curso de Licenciatura em Geografia e nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio. Leciona disciplinas relacionadas à Geografia Física. Realiza pesquisas com foco na Geomorfologia, Geomorfologia Fluvial e Hidrogeomorfologia. Líder do Grupo de Pesquisa em Geografia e Temáticas Ambientais - GEOTA, criado em 2021 e integrante do Grupo de Pesquisa "Geomorfologia e Recursos Hídricos - RIVUS" (IGC/UFMG/CNPq) desde 2008. Coordenador do núcleo de Geografia do PIBID.

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Publicado

2026-04-29

Como Citar

de Abreu Andrade, A., de Paula Barros, L. F., Pereira Magalhães Junior, A., & de Carvalho, A. (2026). Panorama morfoestratigráfico do vale do Ribeirão Datas – MG: Depósitos tecnogênicos na Serra do Espinhaço Meridional?. Quaternary and Environmental Geosciences, 17(1). https://doi.org/10.5380/qeg.v17i1.103389

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