Modal cicloviário conectando pessoas e áreas protegidas
perspectivas para a sustentabilidade com o cicloturismo
DOI:
https://doi.org/10.5380/ts.v18i2.87508Palavras-chave:
bicicleta, ciclovias, unidade de conservação, roteiro, transporteResumo
Este trabalho teve como objetivo identificar como o modal cicloviário vem conectando pessoas e áreas protegidas, de modo a contribuir para a sustentabilidade com o cicloturismo. Como metodologia, utilizou-se o método de análise qualitativa com pesquisa em bases de dados online, considerando as experiências relatadas nos artigos, os conteúdos de sites e de agências, além das experiências vivenciadas pelas autoras. Foram identificados os tipos de vias utilizadas pelos praticantes de cicloturismo em Unidades de Conservação (UC) e entorno, observando-se que as práticas turísticas desenvolvidas pelos cicloturistas, além do próprio ato de pedalar, se referem basicamente ao cicloturismo contemplativo e sociocultural, onde a contemplação dos elementos naturais-paisagísticos e a interação com as comunidades locais são suas principais características e motivações. Foram elencados 11 roteiros utilizados por cicloturistas, cujos percursos, inteiros ou parciais, são realizados dentro ou no entorno de UCs. Constatou-se que as experiências associadas ao cicloturismo, sobretudo diante de cenários contemporâneos de mudanças ambientais em escala global, evidenciam a necessidade de reconhecimento e valorização do modal cicloviário por meio de investimentos estruturais e da formulação de políticas públicas específicas. Nesse contexto, as rotas cicloviárias que conduzem a e se estabelecem no interior ou no entorno de Unidades de Conservação não se configuram apenas como infraestruturas destinadas à mobilidade e ao deslocamento. Tais percursos revelam-se, igualmente, como espaços de mediação e conexão entre os indivíduos e a natureza, fortalecendo a relação entre o ser humano e as áreas protegidas. Ademais, contribuem para o estímulo à ampliação da proteção efetiva desses territórios, bem como para o fortalecimento do sentimento de pertencimento e de orgulho em relação ao patrimônio natural. Esse processo articula-se com práticas de educação ambiental, promovendo o respeito à diversidade das formas de vida e favorecendo a consolidação de princípios orientados à sustentabilidade territorial.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Simone Mamede, Alanis Vieira Siloni, Maristela Benites

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude da aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.