Festas Populares enquanto Patrimônio Cultural Imaterial: o caso da Festa do Aipim de Tinguá, Nova Iguaçu, RJ

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DOI:

https://doi.org/10.5380/ts.v18i1.101683

Resumo

A cultura, em suas dimensões materiais e imateriais, é elemento central na construção das identidades sociais. A Festa do Aipim de Tinguá, criada em 2003, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, exemplifica como práticas culturais locais se transformam em patrimônios simbólicos e turísticos. Este artigo teve como objetivo compreender como a trajetória da Festa do Aipim de Tinguá se correlaciona com a sua preservação enquanto patrimônio cultural imaterial e com o fortalecimento do turismo local. A pesquisa possui um delineamento qualitativo, dada a sua abordagem, objeto e base teórica, e bibliográfico, fundamentando-se em autores que discutem patrimônio, identidade e turismo, como Ferreira Junior (2009) e Meneses (2009). Os resultados apontam que a Festa do Aipim representa mais do que um evento gastronômico, é expressão de pertencimento e resistência cultural diante das desigualdades regionais, reforçando o sentimento de identidade dos moradores. Há tensionamentos políticos e sociais imbricados na trajetória da festa que alteram seu formato e ameaçam sua realização, dos quais participam fatores internos e externos. Por outro lado, ser instituída como patrimônio do estado do Rio de Janeiro, em 2025, amplia e fortalece o reconhecimento do evento e contribui para a sua resistência enquanto festa popular, além disso, os seus frequentadores reconhecem o potencial turístico do evento. Conclui-se que festas populares como a de Tinguá são fundamentais para a valorização da cultura periférica e o fortalecimento da coesão social, configurando-se como espaços de memória, de construção simbólica do território e de desenvolvimento turístico da região.

Biografia do Autor

Sabrina Pires Joaquim, UFRRJ

Graduação em Geografia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).  Mestranda em Patrimônio, Cultura e Sociedade pela UFRRJ.

Débora Pires Teixeira, UFRRJ

Doutorado em Política Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).  Mestrado em Política Social pela UFV. Graduação em Economia Doméstica pela UFV.    Docente permanente do Programa de Pós-Graduação Patrimônio, Cultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).  

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Publicado

17-06-2026

Como Citar

Pires Joaquim, S., & Pires Teixeira, D. (2026). Festas Populares enquanto Patrimônio Cultural Imaterial: o caso da Festa do Aipim de Tinguá, Nova Iguaçu, RJ. Turismo E Sociedade, 18(1). https://doi.org/10.5380/ts.v18i1.101683

Edição

Seção

Artigos