Fundamento Transcendental, Diferença e Revolução do Tempo: Kant, Inimigo e Aliado de Deleuze
DOI:
https://doi.org/10.5380/sk.v22i1.95488Palavras-chave:
Deleuze, Kant, fundamento, diferença, tempo.Resumo
O objetivo deste artigo é discutir os principais pontos em que Deleuze encara o pensamento de Kant como inimigo e aliado, especialmente no problema da diferença. A abordagem estará concentrada na obra Diferença e repetição, que abriga as discussões principais discussões para desenvolver a questão de como Deleuze toma a filosofia kantiana como inimiga, mas que deve ser explorada até o momento no qual ela se vê estranha a si mesma. Trata-se de um procedimento próprio do método deleuziano de “subverter” os pensamentos de filósofos que são tomados, em primeiro lugar, como filosofias a serem exploradas ao limite máximo. Nesse caso, a subversão do kantismo consiste em assumi-lo como o inaugurador do pensamento da representação na modernidade com a criação do fundamento no transcendental; expor a insuficiência desse pensamento ao tematizar a diferença; e explorar a reversão do tempo promovida por Kant, como uma das maiores contribuições para o problema da diferença no pensamento.
Referências
DELEUZE, Gilles. Crítica e clínica. Tradução de Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34, 1ª edição, 1997; 3ª reimpressão, 2008.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Tradução de Roberto Machado. Rio de janeiro/ São Paulo: Paz e Terra/Graal, 2018.
DELEUZE, Gilles. Dois regimes de loucos. Textos e entrevistas. David Lapoujade (Org.). Tradução de Guilherme Ivo. São Paulo: Editora 34, 2016.
DELEUZE, Gilles. La philosophie critique de Kant. Paris: Quadrige/PUF, 1963, 2ª ed., 2004.
DELEUZE, Gilles. Lógica do sentido. Tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 2007.
DELEUZE, Gilles. Nietzsche e a filosofia. Tradução de Mariana de Toledo Barbosa e Ovídio de Abreu Filho. São Paulo: n-1 Edições, 2018.
DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. Tradução de Antônio Carlos Piquet e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 2ª edição, 2010.
Deleuze, Gilles. Synthèse et temps. Cours sur Kant (14/03/1978). Disponível em: https://www.webdeleuze.com/textes/58. Acessado em 10/04/2022.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? 2. ed. Tradução de Bento Prado Jr.; Alberto A. Muñoz. Rio de Janeiro: Editora. 34, 1997.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia (v. 3). Tradução de Aurélio Guerra Neto; Ana Lúcia de Oliveira; Lúcia Cláudia Leão; Suely Rolnik. São Paulo: Editora 34, 2ª edição, 2012.
KANT, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo. Tradução de Valério Rohden e Antônio Marques. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.
LAPOUJADE. David. Deleuze, os movimentos aberrantes. Tradução de Laymert Garcia dos Santos. São Paulo: n-1 edições, 2015.
LEBRUN, Gérard. “O transcendental e sua imagem”. Tradução de Paulo Nunes. In: ALLIEZ, Éric (org.) Gilles Deleuze: uma vida filosófica. Ana Lúcia de Oliveira (coord.). São Paulo: Ed. 34, 2000.
LOPES, Luiz Manoel. “Deleuze e a obsessão pela gênese” In: Kalagatos – revista de filosofia. Fortaleza: v.10, n. 20, p. 200, 2013.
MACHADO, Roberto. Deleuze, a arte e a filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
PELBART. Peter. O tempo não-reconciliado: imagens de tempo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998.
SANTAYA, Gonzalo. El cálculo trascendental: Gilles Deleuze y el cálculo diferencial: ontología e historia. 1a ed. Col. “Deleuze y las fuentes de su filosofia”, n. 4. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: RAGIF Ediciones, 2017.
SAUVAGNARGUES, Anne. Deleuze – L’empirisme transcendantal. Paris: PUF, 2009.
SILVA, Cintia Vieira da. Corpo e pensamento – alianças conceituais entre Deleuze e Espinosa. Campinas: UNICAMP, 2013.
WELCHMAN, Alistair. “Schopenhauer and Deleuze”. In: LUNDY, Craig; VOSS, Daniela. At the Edges of Thought: Deleuze and Post-Kantian Philosophy, Edinburgh University Press, 2015.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Leandro Lelis Matos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores retêm os direitos autorais (copyright) de suas obras e concedem à revista Studia Kantiana o direito de primeira publicação.
Autores cedem o direito aos editores de vincular seus artigos em futuras bases de dados.
Todo o conteúdo desta revista está licenciado sob a Licença Internacional Creative Commons 4.0 (CC BY 4.0)

