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A imaginação e a construção doutrinária da Estética Transcendental

Claudio Sehnem

Resumo


O objetivo deste trabalho é expor aquilo que se pode chamar de «a parte estética» do juízo determinante, ou seja, do juízo em sua tarefa cognitiva. Quer se desenvolver aqui a ideia de que a Estética Transcendental só se apresenta como uma doutrina justamente pela presença do fenômeno a ser conhecido, que põee a funcionar todo aparato cognitivo típico da imaginação. Certamente, deixando aqui de lado a Analítica dos Princípios, a síntese tripla é, neste sentido, a «construtora» prévia desta doutrina estética, sobretudo se tomarmos como ponto de partida as afirmações de Kant, segundo as quais o espaço e o tempo são produtos da imaginação.

Palavras-chave


estética; espaço; síntese; imaginação; doutrina

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/sk.v16i1.89785

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