Remanescentes florestais e qualidade de vida em áreas urbanas: uma análise do Campus da Universidade de Caxias do Sul
DOI:
https://doi.org/10.5380/revsbau.v21.100914Resumo
Conhecer a cobertura vegetal em áreas urbanas é essencial para avaliar a relevância ecológica, social e estética dos remanescentes florestais, especialmente na conservação da biodiversidade e na qualidade de vida da população. Este estudo analisou a ecologia da paisagem do Campus Sede da Universidade de Caxias do Sul (UCS), uma área significativa no contexto urbano de Caxias do Sul, RS. Por meio de levantamentos de campo e análises computacionais, foram produzidos mapas, tabelas e calculados o Percentual de Áreas Verdes (PAV) e o Índice de Áreas Verdes Urbanas (IAUrb). Os resultados indicam que 62,21% da área do campus é coberta por vegetação, sendo 14,50% composta por florestas nativas. As Áreas de Preservação Permanente (APPs) apresentam elevado grau de cobertura vegetal, e o campus abriga sete espécies ameaçadas de extinção e imunes ao corte. O PAV foi de 65,54%, e o IAUrb atingiu 148 m²/habitante. Os dados produzidos neste estudo oferecem subsídios para a gestão e o planejamento de projetos institucionais, além de reforçar a importância da UCS como parte estratégica da infraestrutura verde urbana de Caxias do Sul.
Palavras-chave: Áreas Verdes Urbanas; Infraestrutura Verde; Planejamento Ambiental.
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