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ALOCAÇÃO ESPACIAL DE ESTABELECIMENTOS E DE EMPREGO FORMAL NO CULTIVO DE CANA-DE-AÇÚCAR: BRASIL– 1994-2011.

Luís Abel Sailva Filho, Maria Messias Ferreira Lima, Fládia Valéria Dantas dos Santos, Yuri Cesar de Lima e Silva

Resumo


este artigo tem como objetivo analisar a localização espacial e o emprego formal no cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Para tanto, serão utilizados dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS do Ministério do Trabalho e do Emprego – MTE. Metodologicamente, recorre-se a uma revisão de literatura e em seguida à construção do Quociente Locacional – QL e do Coeficiente de Localização – CL. Os resultados mostram que há concentração de estabelecimentos produtores de cana-de-açúcar na região Sudeste e que o Nordeste se destaca com perda de participação ao longo dos anos. No que se refere ao QL dos estabelecimentos, a dinâmica do Sudeste se destacou em detrimento das demais, com elevação do índice ao longo dos anos, enquanto as demais o reduziram. Em consequência disso, o QL emprego também apresenta divergência nessa região, com crescimento, enquanto nas demais houve redução do índice. Já em relação ao CL, os índices se aproximam de zero, o que denota participação relativamente semelhante às demais atividades agropecuárias na geração de empregos nas regiões brasileiras, sobretudo redução constante ao longo dos anos. No caso das regiões mais dinâmicas, o Nordeste reduz o CL e o Sudeste aumenta levemente ao longo dos anos observados.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ret.v10i4.38119