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A distribuição do tamanho dos municípios do Paraná e a Lei de Zipf

Hermes Yukio Higachi, Thierry Molnar Prates

Resumo


Este artigo estuda a evolução da distribuição do tamanho das cidades paranaenses e  testa a validade da Lei de Zipf, estimando o expoente de Pareto (β) por mínimos quadrados ordinários no período 1970-2000. Para verificar se a distribuição de Pareto exibe um comportamento côncavo ou convexo estima-se também uma versão nãolinear. Os resultados indicam que a Lei de Zipf ou da regra da ordem do tamanho pode ser válida apenas para o ano 2000. Por sua vez, a evolução das cidades paranaenses pode ser decomposta em três períodos: no período 1970-1980, ocorre o aumento da desigualdade; no período 1980-1991 ocorre a redução da desigualdade; e no período 1991-2000, constata-se novamente o processo de concentração populacional. Outro resultado interessante é que quando  são impostas restrições sobre a amostra, os coeficientes de Pareto são maiores e tendem ao declínio persistente no período 1970-2000, caracterizando um crescimento da desigualdade e da divergência ao longo do tempo e, ao mesmo tempo, indicando que a desigualdade é menor entre cidades médias e grandes do que quando se considera as cidades menores. Uma implicação é que a estrutura urbana paranaense contradiz uma das principais proposições da Nova Geografia Econômica que atribui predominância das forças centrífugas sobre as forças centrípetas, sugerindo a relevância da formulação de políticas de fortalecimento das cidades menores e médias, como a criação de infra-estrutura física, econômica, social e cultural. 

Palavras-chave


Cidades do Paraná; Distribuição de Pareto; Lei de Zipf; Desigualdade e concentração populacional.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ret.v4i4.27334