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Nota sobre os diferenciais de salários no Brasil: uma investigação empírica sob a perspectiva da Teoria da Segmentação

Eliane Araújo, Adriana Evarini, Maria de Fátima Garcia, Elisangela Luzia Araújo

Resumo


O presente artigo empreende uma análise sobre os determinantes dos diferenciais de salários no Brasil, considerando as várias categorias ocupacionais, típicas dos segmentos primário e secundário do mercado de trabalho. São utilizados modelos de regressão quantílica, aplicados aos dados da PNAD de 2009, para aferir a importância de variáveis tais como educação, idade, cor e gênero na determinação destes diferenciais. Em consonância com a hipótese de heterogeneidade do mercado de trabalho, apontada pela Teoria da Segmentação, os resultados do artigo sugerem que: i) a educação é menos importante para determinar o rendimento naqueles segmentos de trabalho mais precários, quais sejam as categorias dos Trabalhadores dos Serviços e da Produção; ii) os coeficientes das variáveis cor e gênero apontam a existência de preconceito no mercado de trabalho, que é maior nas categorias ocupacionais com maior potencial de rendimento, isto é, os Profissionais das Ciências e das Artes e os Dirigentes; e, por fim, iii) a variável idade é a menos significativa para determinar o rendimento nas diferentes ocupações.

Palavras-chave


Teoria da Segmentação; Mercado de trabalho; Categorias ocupacionais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ret.v7i3.26612