REMÉDIO AMARGO: ENSAIO DE ANTROPOLOGIA-FILOSÓFICA SOBRE UMA AMBIGUIDADE DA RELIGIÃO

Marcelo Lopes

Resumo


O presente ensaio contempla o viés da religião enquanto remédio. Nesse sentido, privilegia a questão de sua ambiguidade, isto é, seu grande potencial terapêutico e seu alto risco intrínseco de letalidade. Através do instrumental analítico da antropologia-filosófica, procuramos problematizar a temática ora em tela. Mas não nos restringimos a essa disciplina somente. Procuramos uma abordagem mais holística sem, contudo, digredirmos totalmente dessa chave hermenêutica. O ensaio está dividido em três tópicos, quais sejam: remédio pra quê?, a droga da morte, o fármaco da vida. Procuramos focar naquilo que está colado na preocupação do cotidiano das pessoas, sobretudo a partir do lócus do homo religiosus. A questão de fundo aqui é, portanto, onto-antropológica.

Palavras-chave


Homo religiosus, religião, remédio, ambiguidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rt.v5i1.45373