Reformas curriculares por trás das portas
narrativas dos elaboradores sobre política curricular, Educação Matemática e formação cidadã
DOI:
https://doi.org/10.5380/recem.v1i1.102844Palavras-chave:
Educação Matemática, Políticas educacionais, História Oral, Currículo, DecolonialidadeResumo
Este texto tem como objetivo ampliar os resultados de uma pesquisa doutoral que tinha entre os seus fins discutir as compreensões sobre políticas curriculares, educação matemática e formação cidadã das equipes que elaboraram os currículos de matemática escolar em El Salvador ao longo dos últimos trinta anos. Num primeiro momento, se traz a discussão um panorama das políticas educativas e de governo do país com o intuito de fornecer uma maior compreensão do desenho das reformas curriculares e na qual identificam-se três reformas curriculares de matemática acontecidas nos anos 1995, 2008 e 2018. A seguir, expõe-se a constituição de fontes historiográficas mobilizadas para a compreensão de tais reformas produzidas sobre as práticas metodológicas da História Oral. Logo, em três seções diferentes expõem-se reflexões sobre as políticas curriculares, focando; reflexões sobre educação matemática e; formação cidadã nas três propostas curriculares. As discussões trazidas revelam mudanças e continuidades nas concepções de desenvolvimento curricular e aprendizagem da matemática durante esse período; a (falta de) participação dos professores de matemática na definição do currículo; a acentuada tendência de dissociar questões socioculturais dos materiais curriculares e; a significativa influência de agências internacionais nas políticas curriculares do país. Espera-se que o estudo motive a outras reflexões sobre a elaboração e implementação de reformas curriculares na região.
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