O jogo educativo de Role Playing Game (RPG) na Educação em Ciências
um estudo teórico
DOI:
https://doi.org/10.5380/recem.v1i1.102841Palavras-chave:
Role Playing Game, Educação em Ciências, Jogos Educativos, Ensino de Química, Alfabetização CientíficaResumo
Este artigo discute o Role Playing Game (RPG) como uma possibilidade metodológica para o ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito da Educação em Ciências. Inicialmente, apresenta-se a distinção entre o jogo stricto sensu e o jogo educativo, destacando-se as categorias de jogo educativo formal e informal, bem como suas subdivisões em jogo didático e pedagógico. Em seguida, aborda-se a história, a estrutura e os principais tipos de RPG, ressaltando suas características narrativas, colaborativas e não competitivas, que favorecem a participação ativa dos estudantes. O texto explora, ainda, como o RPG pode ser integrado ao contexto educacional, enfatizando a necessidade de planejamento, equilíbrio entre aspectos lúdicos e pedagógicos, simplificação de regras e domínio conceitual por parte do professor, que assume o papel de mestre da aventura. Na interface entre RPG e Educação em Ciências, o artigo destaca o potencial do jogo para promover discussões conceituais, favorecer a resolução de problemas, estimular a interação social e possibilitar diferentes formas de avaliação (diagnóstica, formativa e processual). São apresentados exemplos de pesquisas e práticas que utilizaram o RPG para trabalhar conteúdos de Ciências, evidenciando sua capacidade de engajar estudantes e facilitar a aprendizagem de conceitos abstratos. Por fim, o artigo aponta que, embora o RPG não seja uma solução para todos os desafios do ensino de Ciências, constitui-se como um recurso lúdico e interdisciplinar capaz de contribuir para a Alfabetização e Divulgação Científica, promover o interesse dos estudantes e ampliar as possibilidades pedagógicas em sala de aula.
Referências
Amaral, R. R., & Bastos, H. F. B. N. (2011). O roleplaying game na sala de aula: Uma maneira de desenvolver atividades diferentes simultaneamente. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 11(1).
Brougère, G. (1998). Jogo e educação. Artmed.
Cariello, G. M., Silva, G. P., Pegoraro, G. M., & Santos-Júnior, J. B. (2022). A utilização do RPG Maker para o ensino de química: Uma revisão da literatura. Revista EducaOnline, 16(1).
Cavalcanti, E. L. D. (2018). Role playing game e ensino de química. Appris.
Cavalcanti, E. L. D., & Soares, M. H. F. B. (2009). O uso de jogos de roles (roleplaying game) como estratégia de discussão e avaliação do conhecimento químico. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, 8(1).
Cavalcanti, E. L. D., Trajano, B. A. A., Nunes, F. B., Martins, V. P. N. O., & Weber, I. T. (2017). O RPG (role playing game) como uma estratégia avaliativa utilizando a química forense. Enseñanza de las Ciencias.
Cavalcanti, E. L. D., & Weber, I. T. (2021). Jogos e química forense: Relato do processo de elaboração de quatro diferentes jogos para trabalhar conceitos químicos. In J. F. M. Silva (Org.), O lúdico em redes: Reflexões e práticas no ensino de ciências da natureza. Livraria da Física.
Cleophas, M. G., Cavalcanti, E. L. D., & Soares, M. H. F. B. (2018). Afinal de contas, é jogo educativo, didático ou pedagógico no ensino de química/ciências? Colocando os pingos nos “is”. In M. G. Cleophas & M. H. F. B. Soares (Orgs.), Didatização lúdica no ensino de química/ciências. Livraria da Física.
Costa, F. J., Soares, L. F., Lima, J. R., & Silva, M. G. V. (2024). Teatro científico na formação de professores de química: Ludicidade e aprendizagem em sala de aula. Química Nova na Escola, 46(4). https://doi.org/10.21577/0104-8899.20160389
Cruz, A. A. C., Ribeiro, V. G. P., Longhinotti, E., & Mazzetto, S. E. (2016). A ciência forense no ensino de química por meio da experimentação investigativa lúdica. Química Nova na Escola, 38(2). https://doi.org/10.5935/0104-8899.20160022
Cunha, M. B. (2012). Jogos no ensino de química: Contribuições teóricas para sua utilização em sala de aula. Química Nova na Escola, 34(2).
Huizinga, J. (2019). Homo ludens: O jogo como elemento da cultura. Perspectiva.
Johnstone, A. H. (1993). The development of chemistry teaching. Journal of Chemical Education, 70(9).
Justi, R. S., & Ruas, R. M. (1997). Aprendizagem de química: Reprodução de pedaços isolados de conhecimento? Química Nova na Escola, (5).
Kishimoto, T. M. (2021). O jogo e a educação infantil. Cengage Learning.
Marcondes, G. C. (2004). O livro das lendas: Aventuras didáticas. Zouk.
Mendonça, P. C. C., & Ibraim, S. S. (2019). Argumentação no ensino de química. In W. L. P. Santos, O. A. Maldaner, & P. F. L. Machado (Orgs.), Ensino de química em foco. Editora UNIJUÍ.
Mortimer, E. F. (2019). As chamas e os cristais revisitados: Estabelecendo diálogos entre a linguagem científica e a linguagem cotidiana no ensino das ciências da natureza. In W. L. P. Santos, O. A. Maldaner, & P. F. L. Machado (Orgs.), Ensino de química em foco. Editora UNIJUÍ.
Mortimer, E. F., & Miranda, L. C. (1995). Transformações: Concepções de estudantes sobre reações químicas. Química Nova na Escola, (2).
Oliveira, J. J. S., Morais, R. O., Medeiros, U. K. L., & Ribeiro, M. E. N. P. (2017). Criação do jogo “Um passeio na indústria de laticínios” visando promover a educação ambiental no curso de técnico de alimentos. Química Nova na Escola, 39(2). https://doi.org/10.21577/0104-8899.20160070
Pozo, J. I., & Crespo, M. A. G. (2009). A aprendizagem e o ensino de ciências. Artmed.
Rodrigues, S. (2004). Roleplaying game e a pedagogia da imaginação no Brasil. Bertrand Brasil.
Santos, A. E., Martinhon, P. T., & Sousa, C. (2024). A webquest como ferramenta no ensino e aprendizagem dos modelos atômicos: Uma experiência no ensino remoto. Revista de Debates em Ensino de Química, 10(3). https://doi.org/10.53003/redequim.v10i3.6071
Schnetzler, R. P. (2019). Apontamentos sobre a história do ensino de química no Brasil. In W. L. P. Santos, O. A. Maldaner, & P. F. L. Machado (Orgs.), Ensino de química em foco. Editora UNIJUÍ.
Silva, C. S., & Cavalcanti, E. L. D. (2024a). Autores clássicos e contemporâneos do lúdico: Aspectos teóricos e epistemológicos e suas contribuições para o ensino de química. Química Nova na Escola, 46(1). https://doi.org/10.21577/0104-8899.20160347
Silva, C. S., & Cavalcanti, E. L. D. (2024b). Classificação, abordagem metodológica e objetivo das pesquisas sobre o RPG na educação em ciências: Um estudo bibliográfico das teses e dissertações. Ciência & Educação, 30. https://doi.org/10.1590/1516-731320240044
Silva, C. S., & Soares, C. S. (2022). Jogos na educação em química: Uma pesquisa bibliográfica em um periódico científico brasileiro entre 1995 e 2021. Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias, 17(2). https://doi.org/10.54343/reiec.v17i2.327
Silva, C. S., & Soares, C. S. (2023). Estudo bibliográfico sobre conceito de jogo, cultura lúdica e abordagem de pesquisa em um periódico científico de ensino de química. Ciência & Educação, 29. https://doi.org/10.1590/1516-731320230003
Silva, C. S., & Soares, M. H. F. B. (2021). Geomequímica: Um jogo baseado na teoria computacional da mente para a aprendizagem de conceitos de geometria molecular. Química Nova na Escola, 43(4). https://doi.org/10.21577/0104-8899.20160265
Soares, M. H. F. B. (2023). Jogos e atividades lúdicas para o ensino de química. Livraria da Física.
Zanini, M. C. (2004). RPG e educação. Devir.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Eduardo Luiz Dias Cavalcanti, Cleberson Souza da Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença, e indicar se foram feitas alterações. Você pode fazê-lo de qualquer forma razoável, mas não de uma forma que sugira que o licenciante o apoia ou aprova o seu uso.
NãoComercial — Você não pode usar o material para fins comerciais.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.

Atribuição - Não Comercial 4.0 Internacional