O impacto da relação mãe-filha no desenvolvimento da autoestima e nos transtornos alimentares

Daniela Sopezki, Cícero E. Vaz

Resumo


Nesse artigo dois fatores de risco para os transtornos alimentares são analisados, bem como sua inter-relação contribuinte no desenvolvimento e manutenção da anorexia nervosa e da bulimia nervosa, em mulheres: a relação mãe-filha e a autoestima. Entre as necessidades humanas está a de estima, ou seja, a necessidade de autoestima e estima por parte dos outros. As mães tendem a vivenciar suas filhas mulheres como menos separadas delas, devido a componentes narcisistas que prevalecem nesta dupla como identificação e simbiose. No caso das mulheres com transtornos alimentares algo se inverteu no processo de interação entre mãe-filha prejudicando o vínculo entre elas. A formação da adequada autoestima depende profundamente do olhar amoroso de apreciação por uma pessoa significativa, a mãe, porque nunca é com seus próprios olhos que a criança se vê, mas sempre com os olhos do outro. O ver-se numa identificação com esse olhar dirigido para si constitui o narcisismo, a sua própria autoestima e dependendo do tipo de apego existente entre essa dupla, a autoestima da filha terá nuances diferenciadas.

 

Palavras-chave: transtornos alimentares; vínculo mãe-filha; autoestima.


Palavras-chave


transtornos alimentares; vínculo mãe-filha; autoestima

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v12i2.7831

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