“Minha doença é invisível!”: revisitando o estigma de ser doente mental

Virginia Moreira, Anna Karynne Melo

Resumo



Neste artigo descrevemos resultados parciais relativos ao primeiro ano de uma pesquisa fenomenológica longitudinal sobre a experiência vivida do estigma da doença mental no Nordeste do Brasil. Utilizando o método fenomenológico crítico, foram analisadas 30 entrevistas com pacientes de um hospital público de Fortaleza, diagnosticados como doentes mentais. Os resultados mostram a presença, não apenas do estigma, mas, principalmente, do autoestigma na experiência vivida da doença mental. Associados ao estigma e ao autoestigma são desenvolvidos comportamentos de vergonha, isolamento, e manutenção da doença em segredo, por conta da imagem pejorativa da doença mental dentro da tradicional compreensão do estigma associado à loucura. Mas, além desta compreensão, a experiência vivida tanto do estigma quanto do autoestigma aparece, também, qualitativamente relacionada ao caráter “invisível” da doença mental.

 

Palavras-chave: estigma; doença mental; fenomenologia.


Palavras-chave


estigma; doença mental; fenomenologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v12i2.7289

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