Luta pela guarda compartilhada: Narrativas dos pais

Débora Augusto Franco, Andrea Seixas Magalhães, Terezinha Féres-Carneiro

Resumo


O presente artigo é parte de uma pesquisa mais ampla sobre a vivência de pais separados que lutam pela guarda compartilhada dos filhos. O objetivo deste estudo é investigar as repercussões da prioridade da guarda materna e o papel da guarda compartilhada como alternativa para a convivência familiar. Foram entrevistados 12 sujeitos, dez homens e duas mulheres, que relataram dificuldades de manutenção dos laços parento-filiais após o rompimento da relação conjugal. Os participantes foram recrutados diretamente em comunidades virtuais do Facebook, que funcionam como grupo de apoio para pais que brigam na justiça pela guarda compartilhada dos filhos. Dentre as principais dificuldades relatadas pelos participantes, ressaltam-se a limitação da convivência com os filhos após a separação conjugal e a morosidade da justiça na tomada de decisão nos processos de guarda compartilhada. Conclui-se que é preciso construir suportes sociais, culturais, jurídicos e políticos capazes de desfazer o estereótipo da mulher como cuidadora melhor habilitada, assim como do homem como auxiliar-provedor na relação parento-filial. 


Palavras-chave


guarda compartilhada; parentalidade; convivência familiar; separação conjugal

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v22i2.55760

Direitos autorais 2018 DÉBORA AUGUSTO FRANCO, ANDREA SEIXAS MAGALHÃES, TEREZINHA FÉRES-CARNEIRO, TEREZINHA FÉRES-CARNEIRO

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