O Bebê Imaginado e a Constituição das Identidades Materna, Paterna e do Bebê

Tatiele Jacques Bossi, Héctor Omar Ardans-Bonifacino

Resumo


O presente estudo investigou as expectativas parentais em relação ao bebê imaginado e suas
influências na constituição da identidade materna, paterna e do bebê. Participaram do estudo três
casais primigestos que responderam a entrevistas durante o 3º trimestre gestacional. A análise de
conteúdo qualitativa destacou as expectativas parentais relacionadas ao sexo, à escolha do nome e às
características físicas e psicológicas do bebê imaginado. A nomeação do bebê, a partir das
expectativas parentais, pareceu exercer influências na estruturação da identidade materna e paterna.
Nesse sentido, ao nomearem o filho, os pais e mães já viam sua própria identidade sendo
transformada. Da mesma forma atribuíam características identitárias ao bebê, permitindo-lhe ser
sujeito na família antes de seu nascimento.


Palavras-chave


bebê imaginado; identidade materna e paterna; primeiro filho

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v19i3.34491

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