O PESSOAL É POLÍTICO: A CRÍTICA FEMINISTA DE NANCY FRASER E CATHERINE MACKINNON A JÜRGEN HABERMAS

Camila Palhares Barbosa, Tatiana Vargas Maia

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar as críticas feministas elaboradas por Nancy Fraser e Catherine MacKinnon à teoria política proposta por Jürgen Habermas. Adotando um recorte de gênero para analisar as propostas avançadas por Habermas, tanto Fraser como MacKinnon desenvolvem conclusões semelhantes: ainda que a articulação sócio-política de Habermas seja interessante – inclusive em sua tentativa de abarcar e contemplar demandas do movimento feminista – a teoria habermasiana é falha em admitir uma das principais reivindicações e ponto de crítica fundamental do feminismo contemporâneo à teoria política que não parte de um recorte de gênero, qual seja, o não questionamento da ideia de separação nítida entre as esferas públicas e privadas. Como propósito de explicitar a articulação dessas críticas, propomos uma análise dos principais aspectos do agir comunicativo proposto por Habermas a partir de premissas feministas, na tentativa de centralizar questões de gênero na teoria habermasiana. Para tanto, primeiramente apresentamos uma leitura das noções das esferas do agir comunicativo e da diferenciação entre público e privado em Habermas através da crítica elaborada por Nancy Fraser. Em um segundo momento, discutimos perspectivas de poder e de razão, demonstrando sua problematização a partir da visão feminista radical de Catherine MacKinnon.


Palavras-chave


Feminismo; Jürgen Habermas; Nancy Fraser; Catherine MacKinnon

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/recp.v7i1.45328