Pode a filosofia de Fichte ser transformadora?
Um comentário deslocado sobre a doutrina da Ciência e a filosofia indiana
DOI:
https://doi.org/10.5380/dp.v22i2.99284Palavras-chave:
Fichte, Shankara, Filosofia comparada, Filosofia indiana, Consciência, IntuiçãoResumo
O presente artigo apresenta um comentário sobre a obra Transformative Philosophy: a study of Sankara, Fichte and Heidegger, pioneiro estudo comparativo elaborado por John Taber, e publicado em 1983 pela Universidade do Havaí. Uma leitura cuidadosa do texto de Taber revela simultaneamente um belo exemplo de exercício de filosofia comparada, apresenta uma interessante e não-ortodoxa interpretação sobre o conceito fichtiano de intuição intelectual e, sobretudo, postula a ideia de uma filosofia transformadora ou de uma transformação filosófica no sentido forte do termo. A exposição se divide em três etapas: primeiramente, descrevo a leitura de Taber a respeito
da tese de Shankara, para em seguida apresentar na segunda parte do texto como essa tese reaparece, mutatis mutandis, no princípio da doutrina da ciência. Uma terceira e última parte do artigo desenvolve, de forma bastante abreviada, um ensaio sobre como essa proposta poderia ser entendida no âmbito mais amplo da obra fichtiana.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Thiago Santoro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem a Doispontos o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou em sua página pessoal) antes da publicação ou repositório institucional/temático após a publicação, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).

