“Fichte ensina o mistério do experimentar”: a doutrina da ciência como idealismo mágico em Friedrich von Hardenberg (Novalis)

the science of knowledge as magical idealism in Friedrich von Hardenberg (Novalis)

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.5380/dp.v22i2.97610

Abstract

A obra filosófica de Friedrich von Hardenberg (Novalis) (1772-1801) apresenta influências filosóficas diversas, como Plotino, Schiller, Kant e Leibniz. A influência mais famosa, contudo, é Johann Gottlieb Fichte (1762-1814). Ao longo dos anos 1790, nota-se um deslocamento de noções fichteanas para o pensamento próprio de Hardenberg e para os interesses profissionais (mineralogia), místicos (teosofia, neoplatonismo) e artísticos (poesia) dele. Observamos uma presença peculiar de Fichte nos escritos tardios de Friedrich von Hardenberg, notavelmente na obra O esboço geral, de 1797-1798, deslocando ideias fichteanas para campos como a magia. Embora a influência de Plotino leve Hardenberg a se distanciar mais de Fichte, seu interesse neste pensador continua expressivo, a doutrina da ciência se tornando ferramenta valiosa na formação do saber enciclopédico. Investigaremos, assim, quais sentidos a doutrina da ciência
passa a adquirir no pensamento “tardio” de Hardenberg em dois temas para os quais é deslocada: magia e enciclopédia.

Autor/innen-Biografie

Gabriel Almeida Assumpção, PUC-Minas

Professor Adjunto 1 na PUC Minas Virtual (Psicologia Positiva). Pesquisador independente. // Doutor (2020) e Mestre (2015) em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Internacional UNINTER (2019) e Bacharel em Psicologia pela UFMG (2010). // Trabalho com Friedrich W. J. Schelling (arquitetura, filosofia da natureza, gênio, mímesis, poesia); Friedrich von Hardenberg [Novalis] (filosofia da história, filosofia da natureza, poesia, sincriticismo), Vittorio Hösle (estética idealista, filosofia da história, filosofia da técnica, idealismo objetivo) e Mihaly Csikszentmihalyi (criatividade; estado de fluxo [flow]; filosofia da técnica, mímesis). // Sou autor da obra "Criação das artes plásticas e produtividade da natureza em Friedrich Schelling" (2022) e um dos organizadores da obra "O romantismo alemão e seu legado" (2023). // Traduzi as seguintes obras filosóficas do alemão para o português: 'O esboço geral: notas para uma enciclopédia romântica' (1798-99), de Novalis; 'Dedução geral do processo dinâmico' (1800), de Friedrich W. J. Schelling; 'Forças centrífugas globais' (2021, terceira edição), e 'Filosofia da crise ecológica' (1991), de Vittorio Hösle. Também traduzi, do inglês para o português, 'Estética: uma breve introdução' (2019), de Bence Nanay (no prelo); 'Deus enquanto razão: ensaios sobre teologia filosófica' (2013), de Vittorio Hösle.

Veröffentlicht

2026-01-19

Zitationsvorschlag

Assumpção, G. A. (2026). “Fichte ensina o mistério do experimentar”: a doutrina da ciência como idealismo mágico em Friedrich von Hardenberg (Novalis): the science of knowledge as magical idealism in Friedrich von Hardenberg (Novalis). DoisPontos, 22(2), 75–83. https://doi.org/10.5380/dp.v22i2.97610

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Rubrik

Fichte, a doutrina da ciência e seus deslocamentos