O USO DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA EM AULAS DE HISTÓRIA: O CANGAÇO NA MINISSÉRIE LAMPIÃO E MARIA BONITA (1982)
DOI:
https://doi.org/10.5380/clio.v12i2.84327Palavras-chave:
Cangaço, História e Minissérie, Ensino de História.Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão sobre a utilização da minissérie da TV Globo, Lampião e Maria Bonita (1982), como recurso didático em aulas de História que colabore com a compreensão dos alunos a respeito do cangaço brasileiro. Essa produção da teledramaturgia brasileira será adotada como fonte e ferramenta do conhecimento histórico, atendendo os pressupostos teóricos e metodológicos adequados para esse tipo de abordagem. O objetivo é fomentar nos estudantes a capacidade de analisar criticamente as imagens televisuais e conseguir, por meio das representações sociais presentes na minissérie, aprender de forma mais prazerosa e consequente sobre o movimento social do cangaço, presente no sertão nordestino durante a República Velha e sobre os personagens envolvidos em seu contexto histórico, principalmente o casal Lampião e Maria Bonita.
Referências
AMADO, Janaína. Região, sertão, nação. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 8, n. 15, p. 145-151, 1995.
CARDOSO, Ciro Flamarion. O uso, em história, da noção de representações sociais desenvolvida na psicologia social: um recurso metodológico possível. Psicologia e Saber Social, Rio de Janeiro, v 1, n 1, p. 40-52, 2012.
BARREIRA, Wagner G. Lampião e Maria Bonita: uma história de amor e balas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018.
BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2006.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de Ensino de História. Campinas - SP: Papirus, 2003.
GOMES, Karolina; HACKMAYER, Monika; PRIMO, Virgínia. Lampião, Virgulino e o mito: 70 anos do fim do cangaço. São Paulo: Agenda Eclética, 2008.
HOBSBAWM, Eric J. Bandidos. São Paulo: Paz e Terra, 2010.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas – SP: Papirus, 2007.
KORNIS, Monica Almeida. Cinema, televisão e história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
KORNIS, Monica Almeida. Ficção televisiva e identidade nacional: o caso da Rede Globo. In: MORETTIN, Eduardo; NAPOLITANO, Marcos; SALIBA, Elias Thomé; CAPELATO, Maria Helena (Org.). História e cinema: dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2011: 97-114.
LAMPIÃO e Maria Bonita. Direção: Paulo Grisoli e Luiz Antônio Piá. Produção: Paulo Grisoli. Minissérie, 60’53”. Disponível em: https://www.youtube.com/results?search_query=lampiao+e+maria+bonita. Acesso em 20 de novembro de 2021.
MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do Sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa, 2011.
MEMÓRIA GLOBO. Dicionário da TV Globo, v.1: programas de dramaturgia & entretenimento. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
MENGER, Amanda. Uma proposta de uso da teledramaturgia em sala de aula. In: IV SIMPÓSIO SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES, 2012, Tubarão. Anais do IV SIMFOP. Tubarão: Editora da Unisul, 2012. p. 1-11.
MOSCOVICI, Serge. Representações sociais: investigações em psicologia social. Rio de Janeiro, Vozes, 2007.
NAPOLITANO, Marcos. A televisão como documento. In: BITTENCOURT, Circe. O saber histórico em sala de aula. São Paulo: Contexto, 2006.
NAPOLITANO, Marcos. A história depois do papel. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008a. p. 235-290.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar a televisão em sala de aula. São Paulo: Contexto, 2008b.
NEGREIROS, Adriana. Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço. Rio de Janeiro: Objetiva, 2018.
NETTO, José Augusto Alves; AMARO, Hudson Siqueira. A arte e a história: diálogos com o ensino de história na pós-modernidade. In: MOLINA, Ana Heloísa (et al). Ensino de História e Educação. Ponta Grossa – PR: Editora UEPG, 2012. p. 65-82.
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Por uma História prazerosa e consequente. In: KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2016. p. 17-36.
RESENDE, Maria Efigênia Lage. O processo político na Primeira República e o regime oligárquico. In: FERREIRA, Jorge. DELGADO, Lucília de Almeida Neves (orgs). O Brasil Republicano. O tempo do liberalismo excludente: da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 91-120.
SANTOS, Dominique Vieira Coelho dos. Acerca do conceito de representação. Revista de Teoria da História, v. 6, p. 27-53, 2011.
SCHIMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).