ESTOQUE DE BIOMASSA E CARBONO EM PASTAGENS CULTIVADAS NO NORTE DE RONDÔNIA

Carlos Roberto Sanquetta, Alexis de Sousa Bastos, Mateus Niroh Inoue Sanquetta, Paulo Henrique Corrêa Korbela do Rosário, Ana Paula Dalla Corte, Luani Rosa de Oliveira Piva

Resumo


A substituição da vegetação natural da Floresta Amazônica por pastagens cultivadas é uma realidade há décadas. A hipótese que se estabelece neste estudo é que a substituição de floresta tropical por pastagens implica em balanço negativo de biomassa e carbono e emissões expressivas de GEE. Existem muitos estudos sobre biomassa e carbono estocados em floresta natural, porém poucos em pastagens cultivadas em Rondônia. Por isso, objetivou-se determinar os estoques de biomassa e de carbono na região. Vinte unidades amostrais de 1 m2 alocadas aleatoriamente em fazendas de pecuária manejadas com Urochloa brizantha nos municípios de Itapuã do Oeste e Cujubim foram instaladas. Toda a biomassa foi amostrada até a máxima profundidade das raízes no quadrilátero circunscrito. A biomassa fresca foi pesada e amostras de cerca de 1 kg foram coletadas para determinação da biomassa seca e do teor de carbono. O estoque de biomassa seca resultante foi de 18,90 Mg ha-1 em média, com desvio padrão de 11,03 Mg ha-1. O estoque de carbono teve média de 7,53 Mg ha-1 e desvio padrão de 4,58 Mg ha-1. O teor médio de carbono foi de 39,35%, com desvio padrão de 5,32%. Considerando o estoque de carbono na biomassa vegetal na floresta natural madura, de 180,00 Mg ha-1 (dado da literatura), pode-se concluir que houve perda de 172,47 MgC ha-1, o que corresponde a uma emissão líquida de 632,39 MgCO2eq ha-1 para a atmosfera. Esse é o impacto predito decorrente da substituição da floresta tropical por pastagens na região.


Palavras-chave


Desmatamento; Emissões de Gases de Efeito Estufa; Pecuária; Sudoeste da Amazônia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/biofix.v5i1.67756

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