LEGISLATIVO E POLÍTICA COMERCIAL: A APROVAÇÃO DO TLC COM OS ESTADOS UNIDOS NOS LEGISLATIVOS SUL-AMERICANOS
DOI:
https://doi.org/10.5380/rsp.v20i44.34425Palavras-chave:
política comercial, poderes legislativos sul-americanos, TLC, Estados UnidosResumo
O artigo analisa as votações nominais de três poderes legislativos sul-americanos, Chile, Colômbia e Peru,
acerca da ratificação do Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos. A pergunta central é: quais são
os fatores determinantes do voto do legislador na aprovação do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os
Estados Unidos? Três fatores centrais emergem da literatura: (i) as relações Estados Unidos x América
Latina produzem uma clivagem ideológica (direita-esquerda) entre os partidos políticos do continente; (ii)
o pertencimento do legislador à coalizão de governo no poder Legislativo e (iii) os fatores sócio-econômicos
dos distritos eleitorais dos legisladores. Por meio da utilização do modelo de regressão logística,
apontamos que a ideologia dos legisladores peruanos explica os votos dos mesmos no TLC com os Estados
Unidos, indicando que quanto mais à esquerda estiver o legislador, menor a probabilidade do mesmo
aprovar o referido tratado. No caso chileno, a taxa de desemprego do distrito eleitoral do deputado possui
maior capacidade explicativa, revelando que quanto maior a taxa de desemprego, menor a probabilidade
de aprovação do TLC com os Estados Unidos. Já no caso do Senado colombiano, há uma forte associação
entre o pertencimento do Senador à coalizão de governo e a aprovação do TLC, revelando a influência
dessa variável institucional no voto do Senado colombiano. Além do pertencimento ou não à coalizão de
governo, a ideologia do partido político do legislador colombiano também se apresenta como fator
explicativo relevante do voto do mesmo.
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