Open Journal Systems

FENOLOGIA DE Jacaranda cuspidifolia Mart. EM ÁREA URBANA NA CIDADE DE CUIABÁ-MT

Gabriel Bazanela Agostini, Jaçanan Eloisa de Freitas Milani

Resumo


A pesquisa objetivou monitorar os eventos fenológicos de indivíduos de Jacaranda cuspidifolia Mart. em ambiente urbano na cidade de Cuiabá, relacionando suas fenofases com as variáveis meteorológicas. Para isso foram acompanhados 20 indivíduos da espécie, localizados na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Cuiabá. Utilizou-se uma metodologia com quatro classes para o cálculo do percentual de intensidade, além de classificar o comportamento vegetativo e reprodutivo quanto a sua ocorrência. A fim de verificar as forças de associação da fenologia da espécie com as variáveis climáticas, utilizou-se a correlação de Spearman (rs) através do programa estatístico Past. Foi observada a senescência foliar em todos os meses, exceto entre novembro a abril, a brotação teve pico em novembro e as folhas maduras foram observadas de setembro a julho. Já para as fenofases reprodutivas, o botão floral foi registrado em setembro e outubro, a antese de setembro a novembro, enquanto os frutos imaturos foram registrados todos os meses, exceto em setembro; os frutos maduros apresentaram menor intensidade entre novembro e abril e os frutos velhos foram presentes em todo o período. As fenofases apresentam fortes relações com as variáveis climáticas, com destaque para a umidade relativa do ar, temperatura máxima e média para as fenofases reprodutivas.


Palavras-chave


arborização; caroba; clima; fenofases.

Texto completo:

PDF

Referências


ALVARES, C. A.; STAPE, J. L.; SENTELHAS, P. C.; GONÇALVES, J. L. M.; SPAROVEK, G. Köppen's climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, Fast track, v. 22, n. 6, p.711-728, 2013.

ALVES, G. R.; PERUCHI, A.; AGOSTINI, K. Polinização em área urbana: o estudo de caso de Jacaranda mimosifolia D. Don (Bignoniaceae). Bioikos, v. 24, n. 1, 2010.

ANGEOLETTO, F.; SANTOS, J. W. M. C.; SANZ, J. P. R.; SILVA, F. F.; ALBERTÍN, R. M. Tipologia socio-ambiental de las ciudades medias de Brasil: aportes para um desarrollo urbano sostenible. Urbe Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 8, n. 2, p. 272-287, 2016.

ARAÚJO, M. R.; CALLEGARO, R. M.; GRACIOLI, C. R.; FREIBERG, J. A. Comportamento fenológico das espécies Jacaranda mimosifolia D. Don (jacarandá-mimoso) e Ligustrum lucidum WT Aiton (ligustro) na arborização urbana. Nativa, v. 10, n. 1, p. 74-82, 2022.

BACKES, P.; IRGANG, B. Mata Atlântica: as árvores e a paisagem. Porto Alegre: Paisagem do Sul, 2004, 204p.

BIONDI, D.; ALTHAUS, M. Árvores de rua de Curitiba: cultivo e manejo. Curitiba: FUPEF, 2005. 177p.

BORCHERT, R. Water status and development of tropical trees during seasonal drought. Trees, v. 8, p. 115-125, 1994.

BRUN, F. G. K.; LONGHI, S. J.; BRUN, E. J.; FREITAG, A. S.; SCHUMACHER, M. V. Comportamento fenológico e efeito da poda em algumas espécies empregadas na arborização do bairro Camobi – Santa Maria, RS. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana. Piracicaba, v.2, n.1, p. 44-63, 2007.

CARNELOS, D.; ZAPIOLA, G. M. F.; PERETTI, M.; LONG, M. E. F. Modificaciones del comportamento fenológico de algunas especies forestales como consecuencia de cambios en el clima de la Ciudad de Buenos Aires (Argentina). Agronomía & Ambiente, v. 39, n. 2, p. 105-118, 2019.

COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA (COPEL). Guia de arborização para os municípios. Disponível em: . Acesso em: 15 jan 2023.

CRETELLA, A.; BUENGER, M. S. Food as creative city politics in the city of Rotterddam. Cities, v. 51, p. 1-10, 2016.

CROCE, C. G. G.; GUERRINI, I. A.; BUENO, O. de C. Aspectos fenológicos, locacionais e sociais na arborização em via pública. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, v. 7, n. 4, p. 1-8, 2012.

FARIAS-SINGER, R. Jacaranda in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2023.

FARIAS, R. C. A. P.; MARTINS, C. F. Sazonalidade e padrões diários de atividade de machos de Euglossina (Hymenoptera: Apidae: Apini) e preferências por fragrâncias artificiais em um remanescente de Brejo de Altitude na Paraíba. EntomoBrasilis, v. 6, n. 3, p. 202-209, 2013.

FIGUEIREDO, E. Fenologia reprodutiva de espécies arbóreas no campus da Universidade Federal Rural do Rio Janeiro. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Florestal) - Instituto de Florestas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2007.

HAMMER, Ø.; HARPER, D. A. T. Past: paleontological statistics software package for educaton and data anlysis. Palaeontologia electronica, v. 4, n. 1, p. 1, 2001.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Estado de Mato Grosso, Pedologia: mapa exploratório de solos. 2009. Disponível em: < https://geoftp.ibge.gov.br/infor macoes_ambientais/pedologia/mapas/unidades_da_federacao/mt_pedologia.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2023

LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. São Carlos: RiMa. 2004, 531p.

LIMA, M. S.; DAMASCENO-JUNIOR, G. A. Phenology and dispersal syndromes of woody species in deciduous forest fragments of the Pantanal in Mato Grosso do Sul State, Brazil. Acta Botanica Brasilica, v. 34, n. 2, p. 312-326, 2020.

LOCKE, D.; BAINE, G. The good, the bad, and the interestede: How historical demographics explain present-day tree canopy, vacant lot and tree request spatial variability in New Haven, CT. Urban Ecosyst, New York, v. 18, p. 391-409, 2015.

MARCHIORETTO, L. de R.; RUFATO, A. de R.; MARODIN, Gilmar Arduino Bettio. Influência de parâmetros meteorológicos sobre o padrão de abscisão de frutos de macieira 'brookfield' tratadas com o raleante ácido naftaleno acético. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE

FRUTICULTURA, 27.; ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO, 17., 2022, Florianópolis, SC. Anais... + Ciência + Saúde. Florianópolis, SC: Epagri, 2022.

MARTINS, C. C.; BELISARIO, L.; TOMAZ, C. A.; ZUCARELI, C. Condições climáticas, características do fruto e sistema de colheita na qualidade fisiológica de sementes de jacarandá. Revista Árvore, v. 32, p. 627-632, 2008.

MILANI, J. E. F.; RODERJAN, C.V.; BRAGHINI, A. KERSTEN, R. A. Phenology of two tree species of understory in an alluvial forest in Paraná state, Brazil. Spanish Journal of Rural Development, v. 6, p. 145-150, 2015.

MINAKI, C.; AMORIM, M. C. D. C. T. Análise da qualidade ambiental urbana. Mercator, Fortaleza, v. 11, n. 34, p. 229-251, 2012.

NEWSTROM, L. E.; FRANKIE, G. W.; BAKER, H. G. A new classification for plant phenology based on flowering patterns in lowland tropical rain-forest trees at La-Selva, Costa-Rica. Biotropica, v. 26, n. 2, p. 141-159, 1994.

OSAKO, L. K.; TAKENAKA, E. M. M.; SILVA, P. A. Arborização urbana e a importância do planejamento ambiental através de políticas públicas. Revista Científica ANAP Brasil, v. 9, n. 14, 2016.

PATRICIO, P.P.M. Florística e Diagnóstico da arborização da Universidade Federal de Mato Grosso, campus CUIABÁ. Dissertação (mestrado em Ciências Florestais e Ambientais) – Faculdade de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá, 2017.

REBELATTO, D.; LEAL, T. S.; DE MORAES, C. P. Fenologia de duas espécies de ipê em área urbana do município de Araras, São Paulo, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, v. 8, n. 1, p. 1-16, 2013.

ROCHA, R. A.; COUTO, F. M.; GUERIN, N.; GUEDES, T. B. Disponibilidade de recursos e esforço reprodutivo em Vriesia philippocoburgii (Bromeliaceae). Práticas da pesquisa em ecologia da Mata Atlântica. Disponível em: . Acesso em: 28 fev. 2023

SOUZA, M. C. D. C.; AMORIM, M. C. C. T. Qualidade ambiental em áreas verdes públicas na periferia de Presidente Prudente SP: os exemplos dos bairros Humberto Salvador e Morada do Sol. Caminhos de Geografia, Uberlânia, v. 17, n. 57, p. 59-73, 2016.

TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. Porto Alegre, 5 ed., 2013.

VELÁZQUEZ, G. Á.; CELEMÍM, R. P. Aplicación de un índice de calidad ambiental a la región pampeana argentina. Finisterra, Lisboa, v. 6, n. 91, p. 47-64, 2010.




DOI: http://dx.doi.org/10.5380/revsbau.v18i3.90109

Apontamentos

  • Não há apontamentos.