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RITMO CLIMÁTICO E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS: INTERAÇÕES E PARADOXOS

Camila Grosso de Souza, João Lima Sant’Anna Neto

Resumo


Este artigo buscou estabelecer relações entre o clima e a saúde, considerandoque as variações do tempo atmosférico causam ou agravam um emaranhado desintomas, enfermidades e mudanças no quadro clínico de saúde, o qual éresultante das reações do organismo humano às condições atmosféricas. Nessaperspectiva, objetivou-se analisar a influência dos fatores climáticos urbanos naincidência de casos de doenças do aparelho respiratório, relacionando com osdados demográficos e socioeconômicos, numa conjuntura de desigualdade sociale diferenciação nas condições de vida da população áreas urbanas do interior doEstado de São Paulo. Para isto, tomou-se a cidade de Presidente Prudente comoestudo de caso. Para o estudo da cidade em questão, foram coletados, tratadose organizados dados meteorológicos - precipitação, temperaturas e umidaderelativa, obtidos junto à Estação Meteorológica de Presidente Prudente - e,posteriormente correlacionados com os casos de internação por doençasrespiratórias - registrados pelo Sistema de Internação Hospitalar do DATASUS.Foi constatado que, em períodos de estiagem prolongada, oscilações detemperatura e umidade relativa na maioria das vezes abaixo de 60%, houveaumento do número de casos de internação por agravos respiratórios. Destaforma, é possível concluir que as condições climáticas contribuem para osagravos das vias respiratórias, porém, é importante ressaltar-se que, cadaindivíduo, bem como cada grupo social, possui singularidades em suascondições de vida e, conseqüentemente, diferentes exposições à vulnerabilidadesocioambiental, os quais, juntos, interferem no agravamento do quadro clínicoda saúde pública, pelo aumento dos casos de morbidade respiratória.

Palavras-chave


Ritmo Climático; Doenças Respiratórias; Ambiente Urbano, Vulnerabilidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/abclima.v3i0.25424