POLÍTICAS PÚBLICAS E O VOTO: MUNICÍPIOS NORTISTAS E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE 2002 A 2010

Marcos Felipe Rodrigues de Sousa, Suziany de Oliveira Portéglio, Gustavo César de Macêdo Ribeiro

Resumo


Considerando um conjunto de políticas públicas como variável explicativa em diálogo com a teoria racional e uma perspectiva sociológica do voto, investigaremos se os municípios nortistas com maiores índices de beneficiários de programas sociais foram consecutivos de uma alta votação no partido governista presidencial em 2002 a 2010. Em 2002, no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em 2006 e 2010, ao Partido dos Trabalhadores (PT). Para obtenção dos resultados empíricos, empregamos uma análise descritiva ao segundo turno das eleições presidenciais através de dados da pesquisa de Ribeiro (2014), Censo Demográfico de 2010 e do repositório do Tribunal Superior Eleitoral. Faremos o uso de uma tipologia de classes sociais para averiguar o impacto da clivagem voto e classe nestes municípios. Ainda que os resultados não sejam significativos do comportamento eleitoral dos indivíduos, os municípios que mais receberam benefícios de programas sociais apresentaram grandes índices de votos no partido governista do executivo federal. Entretanto, conclui-se que, apenas a definição de um programa social em específico por um caráter clientelístico ou por apenas uma categorização de racionalidade econômica do voto, deslegitima características sociais e históricas dos eleitores, como seu pertencimento à uma determinada classe social. O contexto político e social deste período proporcionou variações nos índices de votos.

Palavras-chave


comportamento eleitoral; teoria racional do voto; políticas públicas; eleições presidenciais; voto e classe

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/recp.v10i1.70422