PARTIDOS POLÍTICOS, ORGANIZAR-SE PARA NÃO PERECER: REVISITANDO A TEORIA DE ROBERT MICHELS.

Adriana Soares Alcantra

Resumo


RESUMO: O presente artigo objetiva estabelecer uma relação entre a formação e a existência dos partidos políticos no Brasil e a doutrina de Robert Michels analisando, para tanto, desde os procedimentos previstos para a criação de partidos, a estrutura das agremiações, a hierarquia observada na composição e manutenção dos diretórios provisórios e na ausência de participação dos filiados na vida político partidária. Ressalta-se no trabalho o entendimento firmado por Michels quando estudou o partido socialista alemão e indicou as falhas, os conflitos, os pontos altos e baixos das organizações e a partir dai busca-se um paralelo com as agremiações partidárias existentes no Brasil. Utilizar-se-ão dados estatísticos extraídos do site da Justiça Eleitoral acerca da situação dos partidos políticos e o número de filiados distribuídos no período de 2014 a 2018. Há ainda uma análise acerca do procedimento de formação dos partidos políticos no Brasil sugerindo, ao final, uma reflexão acerca da real participação dos eleitores no sistema partidário brasileiro e do papel dos partidos políticos no exercício da representação política, buscando delimitar quais as funções que mais se conectam e em que momento elas tomam corpo na existência de cada partido político.

 


Palavras-chave


PARTIDOS POLITICOS;ORGANIZAÇÃO; DEMOCRACIA

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/recp.v10i1.60628