Cultura política e Poder Local: estatismo segundo os vereadores de Santa Catarina

Filipe Vicentini Faeti, Éder Rodrigo Gimenes

Resumo


Os estudos sobre elites são pautados pela relevância desse conjunto de atores políticos aos processos democráticos, especialmente baseados no argumento de que, se a cultura política dos cidadãos em geral importa, a cultura política daqueles responsáveis pela gestão do Estado é ainda mais relevante. De modo geral, as pesquisas sobre o tema enfocam elites nacionais ou regionais, como deputados federais e estaduais ou burocratas partidários, mas pouca atenção foi conferida até o momento àqueles responsáveis pelo poder local. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é analisar a cultura política de vereadores do estado de Santa Catarina, especificamente com relação às suas opiniões e valores no que se refere ao papel do Estado com relação ao desenvolvimento social e econômico brasileiro. Para tanto, utilizamos o banco de dados decorrente do survey que mapeou, de maneira censitária, as câmaras municipais daquela unidade da federação e cujos rendimentos analíticos foram pouco explorados até o momento. De maneira detalhada, a análise recaí sobre aspectos como a redução da miséria versus elevação dos empregos, o entendimento de que determinadas áreas de políticas públicas devem ser responsabilidade do Estado versus do mercado e a visão dos vereadores sobre o Programa Bolsa Família, de modo que nossos resultados apontam que a elite legislativa municipal catarinense entende que o combate à pobreza cabe ao Estado, mas não se vê como agente responsável pela redução das desigualdades sociais.


Palavras-chave


Eleições; elites; partidos políticos

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/recp.v9i1.56153