Além do Fim do Mundo
DOI:
https://doi.org/10.5380/petfilo.v25i1.99902Resumo
O presente artigo foi escrito no período conturbado do final de 2024. Escrevia como uma tentativa de dar nome a sentimentos conflituosos e compreender os acontecimentos, aqui descritos em tempo real. Foi preciso explorar as tecnologias de poder, desde suas mecânicas de controle psíquico até os dispositivos discursivos que justificam o lugar da opressão. No centro, está uma exploração crítica acerca do mecanicismo que pautou o projeto científico equacionando conhecimento e poder, e criando o pretenso lugar natural de um ideal masculino, inferido da oposição entre razão e emoção, intelecto e sensibilidade. Este ideal é visivelmente presente no cenário atual das big techs, onde inteligência e poder são performados ao ponto da caricatura. A tensão é transferida para a máquina e os organismos vivos. O isolamento e a conectividade. A previsibilidade e o caos. A certeza da morte e a eterna indisciplina da vida. Por fim, o artigo tateia o movimento que acompanha o ser vivo. Aquilo que engendra seu modo de explorar o mundo e sua propensão para resistir, conectar e criar.
