Distanásia no contexto biotecnológico: uma análise dos princípios bioéticos no prolongamento da vida em pacientes terminais
DOI:
https://doi.org/10.5380/petfilo.v25i1.99538Resumo
O presente artigo discute a questão da distanásia a partir de uma reflexão bioética, explorando seus impactos médicos, éticos e filosóficos. A distanásia refere-se à prática médica de prolongamento artificial da vida em pacientes terminais, estendendo o processo de morrer sem benefícios reais para a qualidade de vida. No contexto biotecnológico atual, essa prática suscita questões bioéticas fundamentais, como a relação entre vida e morte, dignidade, a autonomia do paciente e os limites da intervenção médica, e relaciona-se com fenômenos culturais distintos da sociedade contemporânea, como a negação da morte. Além disso, argumenta-se que a distanásia pode representar uma violação de princípios bioéticos fundamentais, como a autonomia, a beneficência e a não-maleficência. Tudo isso ressalta a necessidade de uma abordagem humanizada no cuidado ao paciente terminal.
