A doutrina de negação da vontade de Schopenhauer à luz do conceito kantiano de grandezas negativas

João Gabriel Coterli Hank

Resumo


O texto parte das considerações que Schopenhauer faz acerca do princípio de razão suficiente do agir na sua dissertação Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente e da negação da Vontade de vida nos §68-70 de O mundo como vontade e como representação; e como a conduta relacionada a este conceito pode ser observada ao longo da história, seja no cristianismo ou nas religiões indianas, mostrando como é possível chegar à tal conhecimento. Em seguida, aliado ao texto kantiano sobre as grandezas negativas, mostro a inversão que Schopenhauer faz dos sinais do que é considerado positivo ou negativo, ou seja, ser e nada, devido a uma troca de perspectiva em consequência da chamada “viragem da vontade”.


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Referências


FAZIO, Domenico M. Um epistolário filosófico: a correspondência entre Schopenhauer e Johann August Becker. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 9, n. 1, p. 24-38, jul. 2018. ISSN 2179-3786. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/voluntas/article/view/33544. Acesso em: 30 mar. 2020.

KANT, Immanuel. Ensaio para introduzir a noção de grandezas negativas em filosofia. In: Escritos Pré-Críticos. Tradução de Jair Barboza [et al.]. São Paulo: Editora UNESP, 2005.

SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação, 1º tomo. Tradução, apresentação, notas e índices de Jair Barboza. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2015.

SCHOPENHAUER, Arthur. Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente: Uma dissertação filosófica. Tradução: Oswaldo Giacoia Junior e Gabriel Valladão Silva. Campinas: Editora da Unicamp, 2019.


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