Analisando a Perspectiva de Ludwig von Mises sobre o Falibilismo e o Empirismo na Ciência Econômica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/re.v45i85.92084

Palavras-chave:

Ludwig von Mises, praxeologia, falibilismo, empirismo, teoria econômica.

Resumo

Analisamos a visão de Ludwig von Mises sobre falibilismo e empirismo na ciência econômica. Mises sustenta que a teoria econômica é fundamentada na praxeologia, uma ciência abstrata baseada no axioma da ação humana, garantindo a validade universal das leis econômicas. No entanto, sua abordagem tem sido criticada por ser considerada dogmática e antiempírica. Esclarecemos que Mises não reivindica a irreversibilidade das proposições praxeológicas; ao contrário das ciências empíricas, as revisões na praxeologia ocorrem pelo reexame da lógica dedutiva. O falibilismo na praxeologia significa que, embora seus teoremas sejam apoditicamente certos, os seres humanos são falíveis e podem cometer erros cognitivos. Mises reconhece a importância da investigação empírica para compreender a ação humana, mas enfatiza que a validação das leis econômicas se dá por meio do raciocínio dedutivo. Sua abordagem fortalece a teoria econômica, conferindo-lhe validade universal e aplicabilidade em todos os contextos.

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Biografia do Autor

Diogo Augusto Vidal Padre, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal

Doutorando em Direito pela Universidade de Brasília (UNB) e em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPPG). Possui mestrado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e em Economia pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). É especialista em Direito e Economia pela Universidade Estadual de Campinas (IE/UNICAMP) e em Direito Econômico e Regulatório pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Atua como Promotor de Justiça no MPRN. 

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Publicado

2024-08-13

Como Citar

Padre, D. A. V. (2024). Analisando a Perspectiva de Ludwig von Mises sobre o Falibilismo e o Empirismo na Ciência Econômica. Revista De Economia, 45(85), 231–262. https://doi.org/10.5380/re.v45i85.92084

Edição

Seção

Artigos