Da Revolução Verde à agrobiotecnologia: ruptura ou continuidade de paradigmas?

Leide Albergoni, Victor Pelaez

Resumo


A Revolução Verde pode ser caracterizada como um paradigma
tecnológico derivado da evolução dos conhecimentos da química e da biologia,
que definiram uma trajetória tecnológica baseada no uso intensivo de
insumos químicos (fertilizantes e pesticidas). A partir da década de 1970,
esse modelo passou a apresentar sinais de esgotamento cristalizados na identificação
dos problemas ambientais ocasionados pelo uso intensivo de
agrotóxicos e nos próprios limites de crescimento da indústria de insumos
químicos. O desenvolvimento da biotecnologia possibilitou o surgimento de
técnicas capazes de superar as barreiras genéticas existentes nas técnicas de
melhoramento tradicional. Se por um lado essa mudança significou a possibilidade
de superação dos limites alcançados pelo modelo tecnológico da Revolução
Verde, ela representou, por outro lado, a oportunidade de diversificação
de atividades das empresas do ramo químico. A questão que se coloca é se essa
oportunidade tecnológica está sendo explorada para a construção de um novo
modelo tecnológico baseado na redução do uso de insumos químicos, ou se está
representando uma continuidade da trajetória do paradigma anterior, a partir
de uma estratégia de valorização de ativos das empresas do ramo químico.

Palavras-chave


Revolução Verde; biotecnologia; paradigmas tecnológicos; Green Revolution; biotechnology; technological paradigms

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/re.v33i1.8546

Revista de Economia
ISSN 0556-5782 (impresso)
ISSN 2316-9397 (online)