Sobre o argumento de Anselmo e o que não se pode pensar

José Carlos Estêvão

Resumo


Nesse artigo, mostraremos que, no argumento de Anselmo de Cantuária, “aquilo em relação ao qual
nada maior pode ser pensado”, antes que uma definição, é a significação do próprio nome de Deus. Segundo esse
argumento, ao não se dar ao trabalho, exigido pelo caráter apofático do nome divino, de praticar a ascese necessária
para adentrar a própria mente e afastá-la de tudo mais que não Deus, o insipiens abdica da racionalidade do
pensamento. Assim, sem dar a devida atenção ao fato de que essa discussão de Anselmo é proposta no formato de
uma quaestio medieval, os comentários posteriores, e especialmente os contemporâneos, acabam não mostrando
que, ali, Anselmo, inspirado em Agostinho, desenvolveu o que, para ele mesmo, era propositalmente um programa
filosófico: afastar-se do sensível a fim de se voltar para o inteligível, “lugar natural da contemplação da verdade”.

Palavras-chave


Anselmo, Proslógio, argumento apofático sobre a existência de Deus, inteligível.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v18i1.79526

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