Modernização ocidental e teoria política marxista: uma alternativa ao li-beralismo

Leno Francisco Danner

Resumo


Partindo de uma crítica à noção de modernização como auto-diferenciação, autorreferencialidade e autossubsistência institucional sistêmica, assumida pelo liberalismo conservador e pela nova esquerda, argumento que tal modelo de teoria sistêmica referente à modernização leva tanto à autonomia e ao fechamento institucional sistêmico em relação a uma práxis política direta e a uma noção vinculante de normatividade social, quanto ao institucionalismo forte em economia política e em teoria política. A modernização, desde uma perspectiva institucional sistêmica, significa que cada sistema social tem uma lógica e uma dinâmica muito própria e particular, que é não-política e não-normativa, apenas técnica. Assim, instituições sistêmicas tornam-se despolitizadas, deslegitimando um modelo de práxis política democrática radical, que possa enquadrar os sistemas sociais a partir de uma participação democrática inclusiva, baseada em uma concepção vinculante de normatividade social. Como consequência, instituições sistêmicas centralizam e monopolizam a constituição, a legitimação e a evolução de seu próprio campo de reprodução social, fechando-o e autonomizando-o em relação à práxis política democrática e à normatividade social. Argumento que tal entendimento conservador da modernização ocidental pode ser substituído pelo entendimento marxista dessa mesma modernização ocidental, que está baseado na compreensão da sociedade como uma totalidade imbricada em suas partes, isto é, a interseção entre infraestrutura e superestrutura como o ponto de partida epistemológico-político para uma teoria social crítica e para uma práxis política democrática. Tal ponto de partida teórico-político marxista possibilita uma teoria social crítica e uma práxis política de esquerda fundadas na politização dos sistemas sociais como sua profunda ligação e enraizamento no mundo social e como dinâmica político-normativa.

Palavras-chave


Modernização Ocidental; Teoria Sistêmica; Conservadorismo; Nova Esquerda; Política

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v13i1.46742

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