A Quarta parede do marxismo francês: Maio de 68 e a invenção dos dispositivos intelectuais de engajamento

Nilton Ken Ota

Resumo


A crise da representação política que marcou as mobilizações contestatórias na França dos anos 1960 e 1970 foi acompanhada pela invenção de modalidades de ação militante, em especial aquelas integradas à produção cultural da primeira geração de intelectuais do pós-segunda guerra. A intensificação da crise afetou decisivamente o campo institucional do marxismo, conferindo um espaço privilegiado aos dispositivos intelectuais de engajamento soixante-huitards. Este artigo apresenta os resultados da pesquisa realizada junto aos arquivos de três desses dispositivos: o Groupe d'Information sur les Prisons (GIP), o Centre d'Études, de Recherches et de Formation Institutionnelles (CERFI) e a École Freudienne de Paris (EFP). Sob o crepúsculo do Partido Comunista Francês, trata-se da emergência de uma racionalidade crítica ao paradigma representacional, que passará a ocupar, de agora em diante, o imaginário político do marxismo antes hegemônico. 


Palavras-chave


Representação política; marxismo; maio de 68; intelectuais; gauchismo; engajamento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v13i1.42941

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