PERÍODO DE MÍNIMA ATIVIDADE SOLAR: MELHORA NO DESEMPENHO DO POSICIONAMENTO RELATIVO

William Rodrigo Dal Poz, Paulo de Oliveira Camargo, Claudinei Rodrigues de Aguiar

Resumo


No posicionamento relativo, mesmo considerando que a dupla diferença das
observáveis GPS elimina parte dos erros devido à ionosfera, intensos efeitos
ionosféricos podem ocorrer no período de máxima atividade solar. No entanto,
no período de mínima atividade, os efeitos ionosféricos se tornam mínimos,
fazendo com que ocorra uma melhora significativa no desempenho do
posicionamento relativo. Visando quantificar esta melhora para a comunidade
científica e usuária do GPS, foram realizados experimentos com dados GPS
de duas estações da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo, formando
uma linha de base de 430 km. O processamento foi realizado com intervalo de
duas horas, abrangendo o período de 24 horas e somente dados da portadora
L1 foram utilizados. A análise dos resultados foi realizada a partir das
discrepâncias das coordenadas consideradas verdadeiras com as estimadas no
processamento. No período de máxima atividade solar, as discrepâncias
planimétricas e altimétricas chegaram a atingir 25 m. No entanto, no período
de mínima atividade o valor máximo foi de 5,5 m. Vale salientar que, na
maioria dos casos, os erros não ultrapassaram 0,50 m, sendo que algumas
vezes foi de apenas 0,10 m. Isto evidencia o aumento da possibilidade de
aplicações do posicionamento relativo com receptores GPS de simples
freqüência em períodos de mínima atividade solar.

Palavras-chave


Ionosfera; TEC; GPS; Posicionamento Relativo; Ionosphere; TEC; GPS; Relative Positioning

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Boletim de Ciências Geodésicas. ISSN: 1982-2170