Proposta de um modelo de maturidade para sítios de governo eletrônico

Rafael de Mello Lechakoski, Denise Fukumi Tsunoda

Resumo


Introdução: Tendo em vista a crescente utilização da tecnologia da informação - em especial a internet - pelo governo como meio de interação com cidadãos, a investigação apresenta estudo bibliográfico acerca de modelos de maturidade para governo eletrônico, abordando os temas de serviços públicos e de maturidade tanto para conceituar a Maturidade em Governo Eletrônico como para propor um modelo de maturidade para sítios de governo eletrônico. Método: Para atendimento ao propósito da pesquisa efetuou-se coleta intencional de 24 modelos de maturidade para governo eletrônico e se procedeu a  análise comparativa entre eles verificando-se suas limitações em relação aos serviços prestados; à acessibilidade; à usabilidade e à integração com redes sociais, considerando-se a realidade brasileira e os requisitos previstos no Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (e-MAG). Resultados: Propõe-se um modelo de maturidade para sítios de governo eletrônico baseado na convergência dos modelos analisados, o qual é composto por quatro estágios voltados à avaliação de requisitos de serviços, acessibilidade, usabilidade e redes sociais. Diferentemente dos demais analisados, o modelo apresentado considera tanto as recomendações de acessibilidade para internet do World Wide Web Consortium (W3C), como aquelas de acessibilidade e usabilidade do governo brasileiro (e-MAG). Em cada estágio proposto apresentam-se exemplos de requisitos que podem ser avaliados e, potencialmente, transformados em indicadores. Conclusão: A utilização de um modelo para avaliar a maturidade em sítios de governo eletrônico evidencia a situação em que o sítio se encontra em relação ao que é esperado em cada estágio e qual é a linha conceitual de evolução dentro do modelo de maturidade, que reflete em melhorias a seus usuários ou cidadãos de maneira geral.

Palavras-chave


Modelo de maturidade; Governo eletrônico; Serviços públicos

Texto completo:

HTML EPUB PDF

Referências


Alhomod, S. M., & Shafi, M. M. (2012). Best practices in egovernment: a review of some innovative models proposed in different countries. International Journal of Electrical and Computer Sciences, 12(1), 1–6. Recuperado de http://www.ijens.org/vol_12_i_01/122001-7878-ijecs-ijens.pdf

Almazan, G. J. R., R. S. (2008). E-government portals in Mexico. Recuperado em 14 set. 2014, de http://www.igi-global.com/chapter/electronic-government-concepts-methodologies-tools/9818

Andersen, K. V., & Henriksen, H. Z. (2002). E-government maturity models: extension of the Layne and Lee model. Government Information Quarterly, 23(2), 236–248. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1016/j.giq.2005.11.008

Araújo, E. N. d. (2007). Curso de direito administrativo (3a. ed.). São Paulo: Saraiva.

Barbosa, J. L. (2010). Política pública, gestão municipal e participação social na construção de uma agenda de direitos à cidade. Scripta Nova: Revista electrónica de geografía y ciencias sociales, 14(331). Recuperado de http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-331/sn-331-51.htm

Baum, C., & Di Maio, A. (2000). Gartner’s four phases of e-government model. Recuperado em 28 set. 2014, de https://www.gartner.com/doc/317292/gartners-phases-egovernment-model

United Nations. (2012). E-government survey 2012: egovernment for the people. Recuperado em 11 nov. 2014, de http://unpan1.un.org/intradoc/groups/public/documents/un/unpan048065.pdf

Brasil. (2009). Padrões web em governo eletrônico: guia de administração. Brasília: SLTI. Recuperado de http://epwg.governoeletronico.gov.br/cartilha-usabilidade

Brasil. (2014). eMAG: Modelo de acessibilidade em governo eletrônico. Brasília: SLTI.

Brasil. (2014b). Govbr. governo eletrônico brasileiro. Recuperado em 14 nov. 2014, de http://governoeletronico.gov.br/

Carnegie Mellon University. (2006). Software Engineering Institute. CMMI para desenvolvimento – versão 1.2: melhoria de processos visando melhores produtos. Recuperado em 20 jun. 2015, de http://www.sei.cmu.edu/library/assets/whitepapers/cmmi-dev_1-2_portuguese.pdf

Castells, M. (2002). A sociedade em rede (6a. ed.). São Paulo: Paz e Terra.

Chahim, A., Cunha, M. A., Knight, P. T., & Pinto, S. L. (2004). E-gov.br: a próxima revolução brasileira. São Paulo: Pratice Hall.

Chandler, S., & Emanuels, S. (2002). Transformation not automation. In Proceedings of 2nd european conference on e-government (p. 91–102). United Kingdom. Recuperado em 18 set. 2014, de http://books.google.com/books?hl=en&lr=&id=3YZP9nBw7AUC&oi=fnd&pg=PA92&dq=Transformation+not+automation&ots=aFmYqHoV3x&sig=61L6hnIMq50kPKoh9ujsdITEDD4

Chen, J., Yan, Y.,& Mingins, C. A. (2011). Three-dimensional model for e-government development: with cases in China’s regional e-government practice and experience. In Management of e-Commerce and e-Government (p. 113–120). Hubei, China. Recuperado em 20 set. 2014, de http://ieeexplore.ieee.org/xpls/abs_all.jsp?arnumber=6092643

Cisco Systems Inc. (2008). E-government best practices learning from success, avoiding the pitfalls. Recuperado em 15 set. 2014, de http://siteresources.worldbank.org/EXTEDEVELOPMENT/Resources/20080222_Phil_eGov_workshop.pdf?resourceurlname=20080222_Phil_eGov__workshop.pdf

Deloitte Touche. (2000). At the dawn of e-Government: The citizen as customer. Government Finance Review, 16(5). Recuperado em 9 nov. 2014, de https://www.questia.com/magazine/1G1-67323089/at-the-dawn-of-e-Government-the-citizen-as-customer

Di Pietro, M. S. Z. (2012). Direito administrativo (25a. ed.). São Paulo: Atlas.

Dziekaniak, G. V. (2012). Método para inclusão de conhecimento presente em mídias sociais no aprimoramento de plataformas de governo eletrônico (Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis). Recuperado de http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/100908

Ferrer, F., & Santos, P. (2004). E-government: o governo eletrônico no brasil. São Paulo: Saraiva.

Guerreiro, E. P. (2006). Cidade digital: infoinclusão social e tecnologia em rede. São Paulo: SENAC.

Hiller, J. S., & Belanger, F. (2001). Privacy strategies for electronic government. In M. Abramson & G. E. Means (Eds.), E-government 2001: Ibm endowment for the bussiness of government. USA: Rowman & Littlefield Publishers.

Howard, M. (2001). E-government across the globe: how will ’e’ change government. Government Finance Review, 17(4). Recuperado em 2 nov. 2014, de https://www.questia.com/magazine/1G1-78902832/e-Government-across-the-globe-how-will-e-change

Kim, D. Y.,& Grant, G. (2010). E-government maturity model using the capability maturity model integration. Journal of Systems & Information Technology, 3(12), 230–244. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1108/13287261011070858

Laudon, K. C., & Laudon, J. P. (2013). Sistemas de informação gerenciais (9a. ed.). São Paulo: Pearson Pretice Hall.

Layne, K., & Lee, J. (2001). Developing fully functional egovernment: a four stage model. Government Information Quarterly, 2(18), 122–136. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1016/S0740-624X(01)00066-1

Lee, G., & Kwak, Y. H. (2012). An open government maturity model for social media-based public engagement. Government Information Quarterly, 29(4), 492–503. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1016/j.giq.2012.06.001

Meirelles, H. L. (1996). Direito municipal brasileiro (8a. ed.). São Paulo: Malheiros.

Moon, M. J. (2002). The evolution of e-government among municipalities: Rhetoric or reality? Public Administration Review, 4(62), 424–433. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1111/0033-3352.00196

Netchaeva, I. (2002). E-government and e-democracy a comparison of opportunities in the north and south. International Communication Gazette, 5(64), 467–477. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1177/17480485020640050601

Paula Filho, W. d. (2011). Engenharia de software: fundamentos, métodos e padrões. Rio de Janeiro: LTC.

Reddick, C. G. (2004). A two-stage model of e-government growth: theories and empirical evidence for US cities. Government Information Quarterly, 1(21), 51–64. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1016/j.giq.2003.11.004

Rezende, D. A. (2012). Planejamento de estratégias e informações municipais para cidade digital: guia para projetos em prefeituras e organizações públicas. São Paulo: Atlas.

Rohleder, S. J., & Jupp, V. (2003). E-government leadership: engaging the customer. Recuperado em 4 nov. 2014, de http://nstore.accenture.com/acn_com/PDF/Engaging_the_Customer.pdf

Santos, R. d. L. (2002). Governo eletrônico: o que se deve e o que não se deve fazer. Recuperado em 10 nov. 2014, de http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/5694-5686-1-PB.pdf

Shahkooh, K. A., Saghafi, F., & Abdollahi, A. (2008). A proposed model for e-government maturity. In Information and communication technologies: From theory to applications (p. 1–5). Damasco, Síria. Recuperado de http://ieeexplore.ieee.org/xpls/abs_all.jsp?arnumber=4529948

Siau, K., & Long, Y. (2005). Synthesizing e-government stage models–a meta-synthesis based on meta-ethnography approach. Industrial Management & Data Systems, 4(105), 443–458. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1108/02635570510592352

United Kingdon. (2002). Government on the web II. Recuperado em 14 nov. 2014, de http://www.nao.org.uk/publications/0102/government_on_the_web_ii

WCAG. (2014). Diretrizes de acessibilidade para conteúdo web. Recuperado em 11 nov. 2014, de http://www.w3.org/Translations/WCAG20-pt-br/

Wescott, C. G. (2001). E-government in the Asia-pacific region. Asian Journal of Political Science, 2(9), 1–24. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1080/02185370108434189

West, D. M. (2004). E-government and the transformation of service delivery and citizen attitudes. Public Administration Review, 1(64), 15–27. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1111/j.1540-6210.2004.00343.x

Windley, P. J. (2002). Egovernment maturity. Recuperado em 14 nov. 2014, de http://www.windley.com/docs/eGovernmentMaturity.pdf

Zugman, F. (2006). Governo eletrônico: saiba tudo sobre essa revolução. São Paulo: Livro Pronto.




DOI: http://dx.doi.org/10.5380/atoz.v4i1.42319

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Universidade Federal do Paraná
Mestrado e Doutorado Interdisciplinar em Gestão da Informação
ISSN: 2237-826X
Qualis (2013-2016):
B2 - Comunicação e Informação
B4 - Planejamento Urbano e Regional/Demografia; Saúde Coletiva; Interdisciplinar
B5 - Arquitetura, Urbanismo e Design; Engenharias III
Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada sob uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada