UMA AUTORA QUE NÃO OUSA ASSINAR O PRÓPRIO NOME. DISCURSO E AUTORIA EM ÚRSULA, DE MARIA FIRMINA DOS REIS

Ana Carla CARNEIRO RIO, Antônio FERNANDES JÚNIOR

Resumo


este artigo contempla a proposta que envolve “discurso e autoria” a partir da análise de enunciados provenientes do prólogo do romance úrsula, de Maria Firmina dos reis, publicado em 1859 na sociedade oitocentista maranhense e assinado pelo pseudônimo Uma Maranhense. Nesse sentido, refletiremos sobre as concepções teóricas que envolvem o conceito de autoria com o intuito de problematizar a relação entre nome próprio e de nome de autor, bem como discutir a autoria como uma das funções que o sujeito pode ou não ocupar no universo dos discursos. Adotaremos os pressupostos teóricos de Michel Foucault, cuja proposta arquegenealógica, nos auxiliará na análise dos discursos materializados no prólogo do romance, nos quais se vislumbra uma posição autor que, mesmo não assinando o próprio nome no livro, explicita as condições históricas e sociais a que estavam submetidas as mulheres (escritoras) do século XiX. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rabl.v15i2.47887

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