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A FORMAÇÃO DE ILHAS DE CALOR EM CIDADE PEQUENA: O ESTUDO DE OSVALDO CRUZ/SP/BRASIL

Carlos Roberto Caputo, Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim

Resumo


O objetivo deste artigo foi analisar as ilhas de calor no espaço intraurbano em Osvaldo Cruz/SP, cidade de pequeno porte, e estabelecer relações entre a temperatura do ar e o uso e ocupação da terra, a vegetação, os sistemas atmosféricos atuantes e o relevo.  Como embasamento teórico e metodológico, utilizou-se do Sistema Clima Urbano (SCU) com foco no subsistema termodinâmico (MONTEIRO, 1976). Os dados da temperatura do ar foram registrados por meio dos transectos móveis (medidas itinerantes) às 20h e 21h e por pontos fixos nos meses de outubro e novembro de 2018. Foram diagnosticadas ilhas de calor de muito forte magnitudes, com intensidades máximas de 6,3ºC nos transectos móveis e de 6,8ºC nos pontos fixos, sob condições atmosféricas estáveis (sem chuva e com vento fraco). As maiores intensidades das ilhas de calor se concentraram na área central e nos bairros densamente ocupados sem vegetação à oeste e sudoeste da malha urbana, enquanto nas áreas pouco construídas, principalmente no início e no fim dos trajetos, foram registradas as menores intensidades. Esta pesquisa demonstrou que mesmo sendo de pequeno porte, Osvaldo Cruz/SP apresentou um clima urbano específico em relação ao ambiente rural próximo.


Palavras-chave


Clima urbano; Temperatura do ar; uso e ocupação da terra; vegetação; Osvaldo Cruz/SP

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rbclima.v29i0.73597