ANÁLISE PLUVIOMÉTRICA NO ESTADO DO PARÁ: COMPARAÇÃO ENTRE DADOS OBTIDOS DE ESTAÇÕES PLUVIOMÉTRICAS E DO SATÉLITE GPCC

David Figueiredo Ferreira Filho, Bruna Roberta Pereira Lira, Diêgo Lima Crispim, Francisco Carlos Lira Pessoa, Lindemberg Lima Fernandes

Resumo


O presente estudo teve como objetivo analisar o comportamento pluviométrico das médias mensais e anuais das precipitações pluviométricas obtidas de duas fontes de dados diferentes, HidroWeb (ANA) e do satélite meteorológico GPCC, para a série de dados de 1986 a 2015. Com auxílio de ferramentas de geoprocessamento foi feito a interpolação de ambas as fontes de dados, pelo método de Krigagem, para médias mensais e anuais e de posse destas, feitas as comparações. Para avaliar o desempenho utilizou-se como métodos estatísticos os testes do coeficiente de correlação de Pearson (R), coeficiente de determinação (R²), coeficiente de Nash- Sutcliffe (NASH), o Erro Quadrático Médio (MSE) e a Raiz do Erro Quadrático Médio (RMSE). Para ambos os dados notou-se uma semelhança na interpolação dos dados, e a espacialização da distribuição da precipitação média anual para o período de 1986 a 2015 no estado do Pará através do método de interpolação, evidenciou que os maiores índices pluviométricos estão localizados no Nordeste Paraense, abrangendo áreas das mesorregiões do Marajó, Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense. Além disto, os resultados obtidos pelo GPCC e ANA, indicaram que os menores índices de precipitações foram observados na porção sudeste do estado. Os resultados obtidos para a distribuição da média mensal da precipitação do estado do Pará com base nos dados do GPCC e ANA indicou comportamentos similares para sazonalidade, no qual observou duas estações bem distintas ao longo dos anos, uma chuvosa e outra menos chuvosa. Logo, os meses com maiores registros de precipitação é fevereiro, março e abril, enquanto os meses menos chuvosos é agosto e setembro. Os resultados dos testes estatísticos evidenciaram que em alguns meses os dados são bons entre si, e outros são moderados. Concluiu-se que os o comportamento pluviométrico é não-homogêneo e os conjuntos de dados apresentaram similaridades, confirmando a boa consistência entre as diferentes fontes de dados, demonstrando e contribuindo como subsídio para a gestão e planejamento dos recursos hídricos no estado.

Palavras-chave


Comportamento pluviométrico; Dinâmica espacial e temporal; Krigagem; Espacialização de Chuvas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/abclima.v26i0.67914

Direitos autorais 2020 David Figueiredo Ferreira Filho, Bruna Roberta Lira Pereira, Diêgo Lima Crispim, Francisco Carlos Lira Pessoa, Lindemberg Lima Fernandes