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CLIMATOLOGIA SINÓPTICA DOS GRANDES INCÊNDIOS FLORESTAIS (> 5.000 HA) EM PORTUGAL CONTINENTAL

Filipe Miguel Botelho, Flora Ferreira-Leite, Nuno Ganho, António Bento-Gonçalves

Resumo


Em Portugal, por razões meramente estatísticas, a Autoridade Florestal Nacional – AFN (atual Instituto de Conservação da Natureza e da Florestal - ICNF) definiu como ‘grandes incêndios florestais’ (GIF), aqueles cuja área ardida fosse superior a 100ha. Nos últimos 10 anos, de 2003 a 2012, foram contabilizados, no território continental português, 31 GIF com dimensão superior a 5000ha (12 deles com área superior a 10000ha), tendo estes ocorrido sempre nos meses de julho a setembro.

Muito embora a relação existente entre determinadas situações sinópticas e a ocorrência de GIF ser já conhecida em Portugal, tendo vários autores tentado identificar as mais favoráveis (REBELO, 1980; LOURENÇO, 1988; CUNHA e BENTO-GONÇALVES, 1994), na nova realidade dendrocaustológica, que poderá mesmo configurar a existência de um novo regime de fogo em Portugal, é fundamental identificar padrões sinópticos associados aos GIF (superiores a 5000ha), o que poderá constituir uma importante ferramenta meteorológica na gestão dos incêndios florestais.


Palavras-chave


Grandes incêndios florestais, situações sinópticas, ferramenta de gestão.

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