MALAZARTE E A ESTÉTICA IRRACIONALISTA

André Tezza Consentino

Resumo



Malazarte, peça de Graça Aranha estreada em 1911, em Paris, é uma amostra
significativa de como o simbolismo europeu influenciou a dramaturgia pré-modernista
brasileira. No palco, os personagens não servem tanto à ação, mas a uma discussão
filosófica norteada pelos questionamentos morais de Nietzsche questionamentos
deliberadamente irracionais e perfeitos para o ideal simbolista do período. Um paralelo
entre Canaã romance anterior de Graça Aranha que também discute as idéias de Nietzsche
e Malazarte é possível e revela como as convicções filosóficas do autor transformaramse
num curto período de tempo. Ainda que a peça tenha fracassado como solução estética,
a obra é uma tentativa de modernização da dramaturgia brasileira em um momento em que
o país carecia de grupos teatrais profissionais.


Abstract


Malazarte, a play by Graça Aranha, which premiered in 1911, in Paris,
shows distinctively the influence Brazilian pre-modernist playwrights received from
symbolism. On stage, characters do not really serve the action, but rather some
philosophical discussion guided by Nietzsches moral inquirings inquirings meant to be
irrational and, as such, perfect to the symbolist ideal of those days. It is possible to see
some correspondences between Malazarte and Canaã a novel written previously by
the author, and also discussing Nietzsches ideas and this comparison can show how
the philosophic convictions of the author evolved over a short period of time. Though
the play has failed as an aesthetic solution, the work is an attempt to update Brazilian
theatre in a moment when the country lacked professional theatrical groups.


Palavras-chave


teatro pré-modernista brasileiro; teatro simbolista; estética irracionalista; pre-modernist theatre; symbolism theatre; aesthetics of irrationalism.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v60i0.2867

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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