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MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO AO TREINAMENTO COM ELETROESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA A ALTAS E MÉDIAS FREQÜÊNCIAS

Alessandro Fromer Piazzi, Carlos Ugrinowitsch, Valmor Tricoli

Resumo



A eletroestimulação transcutânea (ETC) vem sendo utilizada com êxito na reabilitação após
períodos de imobilização ou inatividade. Esta técnica de treinamento começou a ser estudada
no esporte a partir da década de 70 na União Soviética e mostrou-se capaz de causar ganhos na
força muscular em indivíduos atletas e sedentários. Os mecanismos responsáveis por esses ganhos
de força ainda não estão totalmente elucidados. Os objetivos do presente trabalho são: 1) discutir
as especificidades do treinamento com ETC e 2) identificar os possíveis mecanismos de adaptação
responsáveis pelos ganhos de força após treinamento de ETC a médias e altas freqüências. A
intensidade de estímulo determina o número de unidades motoras (UM) que são ativadas,
quanto maior a intensidade maiores os ganhos de força. A freqüência de estimulação é outro
fator que interfere diretamente nos resultados observados. Baixas freqüências (1-49Hz) tornam
as fibras musculares mais lentas e resistentes. Já freqüências médias (50-200Hz) e altas (>200Hz)
podem causar elevação da força e da velocidade de contração da fibra muscular. A ETC causa
um recrutamento preferencial das UM rápidas, o que pode favorecer a obtenção de ganhos de
força muscular. Assim como no treinamento com contrações voluntárias, a ETC pode causar
adaptações morfológicas ou neurais. Contudo, a temporalidade dessas adaptações deve ser
determinada.

TRAINING ADAPTATION AFTER TRANSCUTANEOUS ELECTRICAL SIMULATION WITH HIGH AND MEDIUM FREQUENCY

Abstract


Electrical stimulation (ES) has been used for reabilithation and after inactivity periods to recover
strength. Its effects started to be studied in athletes and sedentaries in the 70s by the former
CCPP. The aims of this review were: 1) discuss ES training characteristics, and 2) identify the
possible strength adaptations at high and medium frequencies. Strength gains are modulated by
two factors: Stimuli intesity, which modulates the number of activated motor units, and the
frequency of stimulation. Muscle fibers become slower and increase time to fatigue with low
frequency stimulation (1-49Hz). On the other hand, medium (50-200Hz) and high frequencies
(>200Hz) increase muscle fiber force and speed. Electrical stimulation seems to produce a
reversal in motor unit recruitment, which may produce greater strength gains. The mechanisms
responsible for these strength gains are both morphological and neural. The time frame of each
one of these adaptations has to be determined.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/jou.v1i1.2769